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Alerta: Estamos por um fio do racionamento de energia!

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A situação é crítica nos reservatórios e a bandeira chegou a R$ 5. Vamos ter racionamento?

A situação do setor elétrico brasileiro é crítica e uma grande ameaça para a retomada da economia. Em 2018, alguns economistas já projetam um crescimento do PIB de mais de 3%, um cenário favorável, mas que pode não se materializar simplesmente pela falta de energia. O risco de racionamento de energia não tem merecido a devida atenção e vem sendo subestimado pelo Governo e por analistas, informa publicação do jornalista Richard Rytenband, do blog Economia em 5 Minutos, no portal R7.

Para contribuir com o debate, o Economia em 5 Minutos separou uma série de pontos que demonstram a gravidade da situação e que divergem do discurso otimista do Governo, que descarta qualquer risco de racionamento, e as medidas que ele mesmo vem adotando no setor.

 

O nível dos reservatórios está muito abaixo do patamar de 2001, ano do racionamento de energia.

Nível dos reservatórios Estamos por um fio do racionamento de energia

Para entender melhor esse quadro, é preciso saber como funciona o sistema de transmissão de energia.  Em 2000, o sistema ainda não era totalmente interligado nacionalmente e na interligação Sul com o Sudeste/Centro-Oeste havia restrições que impediam a energia acumulada nos reservatórios do Sul fosse transmitida para ajudar a preservar os reservatórios do Sudeste. Essa restrição já não existe mais o que faz com que os reservatórios do Sul estejam com menos armazenamento agora do que em 2000, quando estavam quase na capacidade máxima.

 

As térmicas já se aproximam do recorde de geração de energia

O país só não enfrenta há meses um racionamento porque hoje possui um parque de térmicas bem maior que em 2001. Essas usinas geram energia por meio da queima de combustíveis como óleo, gás natural e biomassa, substituindo boa parte da produção das hidrelétricas e contribuindo para poupar água dos reservatórios.

Nos últimos meses, o país tem mantido funcionando todas as térmicas disponíveis, num esforço para economizar água das hidrelétricas. Entretanto, isso vem contribuindo para os altos reajustes nas contas de luz, já que a energia produzida por esse tipo de usina é mais cara.

Em setembro a geração de energia por térmicas se aproximou do patamar histórico de 2015, ano de grande seca nos reservatórios, mas de grande recessão, o que reduziu o consumo de energia na época. Diferente da situação atual de retomada da economia, com uma previsão de maior demanda à frente.

Geração Térmicas Estamos por um fio do racionamento de energia

 

Governo vai antecipar a entrada de energia de Belo Monte?

A entrada no sistema, de mais energia gerada pela usina Belo Monte, foi antecipada de março de 2018 para janeiro.

 

As importações de energia vão aumentar

O diretor-geral da ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Luiz Eduardo Barata, explicou que o Brasil pretende iniciar nesta semana a importação de mil megawatts (MW) da Argentina. O país já vinha comprando energia do Uruguai, num volume entre 450 e 500 megawatts (MW), a preços compatíveis aos da geração de energia termelétrica.

 

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) passa a fazer reuniões semanais

No último dia 25 de outubro o CMSE decidiu fazer reuniões semanais para analisar as condições de fornecimento de energia no país. A próxima reunião ordinária do colegiado, que estava marcada para o dia 9 de novembro, será antecipada para o dia 1º de novembro. As reuniões ocorriam uma vez por mês.

 

Campanha para uso consciente da energia

As distribuidoras de energia elétrica vão lançar em novembro uma campanha publicitária conjunta para orientar e estimular o consumidor a usar a energia elétrica de forma eficiente e evitar desperdícios.

 

O aumento da cobrança da bandeira tarifária ainda não cobre os custos das distribuidoras

O aumento de mais de 42% na taxa extra da bandeira vermelha patamar 2, mesmo com essa receita adicional, não será suficiente para cobrir os custos das distribuidoras segundo o presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales.

De acordo com Sales, o déficit na conta bandeira (valor arrecadado menor que o custo de geração) está em torno de R$ 6 bilhões neste ano. Mas mesmo com a cobrança extra, que elevará a bandeira vermelha ao seu maior patamar, estima-se que o saldo negativo seja reduzido em cerca de R$ 1 bilhão, restando um déficit contábil de R$ 5 bilhões às distribuidoras em dezembro.

Já o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite, afirmou que o déficit de R$ 6 bilhões equivale ao dobro do lucro líquido que as empresas devem obter esse ano. Ele pediu a prorrogação do prazo de pagamento pela energia das térmicas para que as distribuidoras possam arrecadar mais com a nova tarifa de bandeira vermelha e com isso minimizar um pouco o rombo no caixa das empresas.

As distribuidoras devem pagar as térmicas em 8 e 9 de novembro, quando a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) realizará a liquidação das operações do mercado de energia referentes a setembro.

Portanto, assim como em 2012, o risco de um aumento de tarifa extraordinário é cada vez maior e iminente.

Os anúncios de racionamento nunca ocorrem antes de abril

Historicamente, não se toma qualquer decisão sobre racionamento até o fim do período de chuvas em abril e que pode recuperar o nível dos reservatórios. Em 2001, o racionamento foi decretado em junho, quando se definiu um limite de consumo de energia em 80% de uma média de consumo mensal definida um período de meses no ano anterior. Os consumos superiores a este nível estariam sujeitos a um valor maior nas tarifas e corte de energia.

 

O que esperar no curto prazo?

Prepare o bolso, a tarifa de energia vai subir ainda mais e o risco de racionamento no futuro não pode ser desprezado, portanto vamos economizar o máximo possível e torcer pelas chuvas.

 

Mas, há luz no fim do túnel?

Sim, mas precisamos de um plano de médio e de longo prazo que garanta uma oferta sustentável de energia, em um ambiente competitivo e estímulo a projetos de eficiência energética.

Em um país de dimensões continentais e com tamanha incidência solar não podemos aceitar que apenas 0,05% da nossa matriz seja constituída por fontes solares e 6,5% por eólica.Matriz Energética1 Estamos por um fio do racionamento de energia

E além das tradicionais fontes eficientes como eólica e solar, temos que abrir os olhos para uma série de soluções inovadoras que podem contribuir para o aumento da oferta de energia. De acordo com o engenheiro ambiental Gabriel Estevam Domingos, diretor de projetos e inovação do grupo Ambipar, há uma série de outras soluções como a utilização de resíduos para produzir energia a um custo econômico e ambiental mais acessível. Um exemplo é o uso de bioenergia de sedimentos, o chamado micróbio elétrico. Os resíduos retirados da dragagem dos portos durante o aprofundamento do canal de navegação possuem alto potencial elétrico. Formado por restos de areia de matéria orgânica, conchas, pedras, essa lama contém altas concentrações de uma bactéria conhecida como micróbio elétrico, que se alimenta de restos de peixes, algas e vegetais que estão na lama. No final da refeição, essa bactéria produz energia elétrica, liberada no meio-ambiente em forma de pequenas partículas chamadas de elétrons.  Segundo Domingos, a descoberta foi feita pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG-RS) em 2010 e já foi testada por ele no Porto de Santos-SP, região com maior acúmulo de sedimentos com estas características.

Portanto, o Brasil tem muitas opções e oportunidades para o setor, mas precisa   sair da miopia do curto prazo e planejar a longo prazo, além do calendário político.

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Ruy garante mobilização nacional contra projeto que prevê desregulamentação de 30 profissões

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Redação do Portal da Capital

O deputado federal Ruy Carneiro garantiu nessa quarta-feira (25), uma grande mobilização nacional contra a aprovação do Projeto de Lei 3.081/2022, que prevê a a desregulamentação de mais de 30 profissões.

A iniciativa foi construída durante uma reunião realizada pelo Conselho Regional de Administração da Paraíba – CRA e contou com a participação de representantes de dezenas de Conselhos Profissionais e entidades de classe.

“Me comprometo com todos os conselhos de classe e garanto que vamos construir uma mobilização nacional para combater essa ideia absurda proposta pelo PL 3081/2022. Essa iniciativa não coloca apenas em risco as dezenas de categorias de trabalhadores, mas pode gerar uma infinidade de problemas graves para toda a sociedade”, argumentou Ruy.

O parlamentar citou algumas áreas que podem sofrer diretamente e de forma imediata, caso o projeto seja aprovado.

“Imagine o que pode acontecer, caso você deixe de exigir o diploma para quem atua nas áreas de fisioterapia, medicina veterinária, nutrição, administração, psicologia e tantas outras. Em algumas situações, isso coloca em risco até a vida das pessoas. Por isso, meu compromisso é confrontar esse absurdo e fortalecer ainda mais o suporte à todas essas categorias”, finalizou.

Para o vice-presidente do CRA-PB, André Coelho, o apoio do deputado Ruy Carneiro é fundamental para a defesa das prerrogativas dos profissionais.

“Está já é a 2º vez que tentam através de leis extinguirem os Conselhos de Classe. Sempre que precisamos, o deputado Ruy se uniu e liderou essa luta em prol dos Conselhos. Desta vez foram mais longe, tentaram também extinguir profissões.”, afirmou.

A matéria de autoria do deputado Tiago Mitraud está em tramitação na Câmara dos Deputados.

 

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Deputados aumentam auxílio-moradia em mais de 50%; valor chega a R$ 6 mil reais

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Redação do Portal da Capital

Um ato assinado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) nesta segunda-feira (23) e publicado hoje aumentou de R$ 4.253 para R$ 6.654 mil o valor pago aos parlamentares como auxílio-moradia.

O aumento foi de 56% e vale para a legislatura que inicia no mês de fevereiro, quando assumem os deputados eleitos em 2022.

Terão direito ao auxílio aqueles que não utilizam os imóveis funcionais oferecidos pela Câmara.

As informações foram publicadas primeiro pelo site Congresso em Foco.

Como é pago o auxílio-moradia

De acordo com o Congresso em Foco, o benefício pode ser pago em espécie, sujeito a desconto do imposto de renda com alíquota de 27,5%, ou por reembolso de despesa, mediante a apresentação de nota fiscal de hotel ou contrato de locação e recibo de aluguel. Neste caso, é isento de imposto de renda.

A Câmara tem 432 apartamentos funcionais. Atualmente, 364 estão em uso.

Corrida pela reeleição

O aumento do benefício ocorreu durante a corrida pela reeleição de Lira para a presidência da Casa. A escolha da nova mesa diretora está marcada para o dia 1º de fevereiro. O deputado já têm apoio de pelo menos 16 legendas, incluindo a federação PT, PV e PCdoB, do entorno do presidente Lula (PT).

Disputa contra o PSol

Único partido de esquerda a não declarar apoio a Lira, o PSol lançou o deputado federal eleito Chico Alencar (PSOL-RJ) para a disputa pelo comando da Câmara.

Ao anunciar a candidatura, no último domingo (22), Alencar defendeu que o Conselho de Ética apure o envolvimento de parlamentares nos atos golpistas de 8 de janeiro, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF).

 

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Alexandre de Moraes mantém prisão do ex-deputado Roberto Jefferson

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Redação do Portal da Capital

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu nesta terça-feira (24) manter a prisão preventiva do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ). As informações foram publicadas pelo portal G1.

Jefferson foi preso em outubro porque não cumpriu medidas cautelares e também por ter resistido a ordem de prisão, disparando tiros de fuzil contra policiais federais.

De acordo com o ministro do STF, a lei determina a revisão das condições da prisão a cada 90 dias. “A prisão preventiva, portanto, se trata da única medida razoável, adequada e proporcional para garantia da ordem pública, com a interrupção da prática criminosa reiterada”, disse.

O ministro lembrou que investigadores encontraram armas com Roberto Jefferson no momento da prisão. “A gravíssima conduta do preso por ocasião da efetivação de sua prisão nestes autos revela a necessidade da manutenção da restrição da liberdade, eis que Roberto Jefferson mantinha em casa, mesmo cumprindo medidas cautelares, armamento de elevado potencial ofensivo, além de vultosa quantidade de munições, efetivamente utilizadas para atentar contra a vida de policiais federais”, afirmou.

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