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Lula encerra caravana após oito dias em Minas Gerais

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Oito dias de estrada. 21 cidades percorridas. Muita esperança por todo o caminho. Assim pode ser resumida a caravana do Lula pelo Brasil, etapa Minas Gerais. A viagem e o reencontro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o povo mineiro começou no dia 23 de outubro, em Ipatinga, cidade reconhecida pela história da luta sindical e fundação do Partido dos Trabalhadores, e terminou nesta segunda-feira (30), em Belo Horizonte.

Durante uma semana, Lula passou, além de Ipatinga e BH, por Teófilo Otoni, Governador Valadares, Periquito – no acampamento Alegria, do viveiro de mudas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST, Catuji, Padre Paraíso, Ponto dos Volantes, Itaobim, Itinga, Araçuaí, Coronel Murta, Salinas, Rubelita, Francisco Sá, Bocaiúva, Olhos D’Água, Couto de Magalhães, Diamantina e Cordisburgo.

A caravana por Minas Gerais mostrou, assim como a viagem do ex-presidente ao Nordeste, que não dá para calar o Brasil e nem esconder o amor do povo por Lula. O ato final da caravana em Belo Horizonte contou com homenagens de bordadeiras e diversas apresentações culturais, incluindo o cantor Flávio Renegado e a cantora Aline Calixto.

Ao iniciar a fala para milhares de pessoas que lotaram a Praça da Estação, na capital mineira, Lula lembrou que, toda vez que a direita tenta usurpar o poder, ela tenta “destruir moralmente os seus adversários”.

“Foi assim com Juscelino Kubitschek. Depois, essa gente não deixou João Goulart tomar posse. Eu sou mais paciente do que o Getúlio. Mais paciente que o Goulart. E talvez eu seja paciente tanto quanto o JK. Porque diziam que ele não poderia ser candidato, nem ganhar, nem tomar posse, e que se ele tomasse posse, tirariam. Os golpistas nesse país que fizeram a desgraça que disseram que era culpa da Dilma e do PT, tiraram a Dilma e agora o que estamos percebendo é que ele levaram o país a uma situação de deteriorização”.

O ex-presidente voltou a defender que gasto em educação é investimento e condenou o atraso que a sociedade brasileira sofreu com os governos anteriores em relação à área educacional. “A elite política desse país era a mais perversa desse continente porque nunca se preocupou em educar o povo brasileiro. É a única explicação que eu tenho”.

Ele disse ter orgulho do que fez, durante seu governo, e do que foi feito, durante o governo Dilma Rousseff, pela educação em Minas Gerais e no restante do Brasil. “Vocês têm que levantar a cabeça para saber o que está acontecendo no Brasil. Quando criaram PEC que proíbe gastos em saúde e educação, quando querem a privatização da Petrobras e acabar com a indústria de óleo e gás, eles praticam um aborto nesse país. Vão tirar o royalties do pré-sal para a educação”.

“Nós temos que levantar a cabeça, porque eles estão prejudicando a possibilidade dos netos, filhos e bisnetos terem a chance que vocês tiveram nos governos do PT. A educação não é tarefa de um partido. É uma tarefa da sociedade levantar a cabeça. Aqueles que já tiveram a oportunidade de ir a uma universidade, precisam levantar a cabeça para que esse país não sofra no século XXI o mesmo atraso que sofreu no século XX”.

Além disso, Lula afirmou estar preocupado porque estão “destruindo” o Brasil e todas as conquistas que o povo conquistou nos últimos anos. E, aos gritos do povo, afirmou que pode ser, sim, candidato em 2018. “Se o PT não tiver alternativa, se a esquerda não tiver alternativa, eu posso ser candidato. Isso porque eu já provei uma vez, e quero provar pela segunda vez, que esse país ele só dará certo, a economia só dará certo, o dia que a gente tiver consciência de que nós temos que incluir os pobres no centro da economia”.

“Esse país pode ser desenvolvido, exportador, respeitado pelo mundo, mas só será respeitado se a gente recuperar a nossa autoestima. Temos que gostar do Brasil e temos que assumir a responsabilidade que o Brasil será o País que a gente quiser, e não o que o Temer quiser, não o que o Meirelles quiser”, pediu Lula.

O ex-presidente voltou a cobrar um pedido de desculpas por parte da Polícia Federal e da Operação Lava Jato. “Eu quero que eles peçam desculpa para mim, ao povo brasileiro. Quero que eles digam o que que eles encontraram na minha casa, quando invadiram a minha casa. Eles encontraram foi excesso de vergonha na cara de Lula e de Marisa. Eu não posso aceitar a PF subordinada à Globo. O MPF subordinado à Globo”.

Ao povo, Lula garantiu: se ganhar as eleições, vai convocar um referendo revogatório para revogar todos os retrocessos que o governo golpista tem promovido no Brasil. ‘Porque eles destruiram a legislação trabalhista. Quer resolver o problema da Previdência? Primeiro, caia fora, Temer”.

Além do referendo revogatório, ele disse ser preciso promover a democratização da mídia. “A gente foi muito condescendente com os meios de comunicação. A gente não quer fazer censura. Quem faz censura é o expectador. A gente não pode continuar permitindo que apenas nove famílias comandem a comunicação nesse País de forma ideológica e inventando mentira”.

Ao se despedir do povo, Lula pediu que os brasileiros andem de cabeça erguida. “Toda vez que vocês tiverem dúvida, lembrem-se que nesse país tem um cidadão que nasceu em Garanhuns, comeu pão pela primeira vez aos oito anos e aprendeu a andar de cabeça erguida. Vamos andar de cabeça erguida. Tenham certeza de uma coisa: eu aprendi a não desistir. É nessa força que nós vamos trazer de volta a democracia desse país”.

A presidenta eleita Dilma Rousseff exaltou a importância das caravanas do ex-presidente para a reconstrução e fortalecimento da democracia brasileira.

“Nossas caravanas são formas de discussão de combate de resistência e de luta. O encontro do Lula com os mineiros. Esse encontro está mostrando uma realidade muito importante. De um lado, há clara consciência e percepção, e a gente vê isso nas ruas e nas pessoas, mas também nas pesquisas. Lula crescendo com o apoio da população, porque essa população tem memória, Sabe também da importância da democracia, porque sempre que nós tivemos democracia nós avançamos”, disse.

“Vão tentar nos amendrontar. Colocar na pauta que nós podemos ter um impedimento à candidatura de Lula. Mas o que está ficando claro é que nós não temos o menor medo deles. E essa caravana, esse ato em Belo Horizonte, são uma demonstração de coragem das mineiras e dos mineiros”, completou a presidenta.

“Minas estava com saudade de você, presidente Lula”. O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT-MG), fez um relato emocionado sobre o amor do povo mineiro pelo ex-presidente Lula.

“Ele é movido a povo, a gente. É por isso que ele está na estrada de novo fazendo as caravana como ele fez lá atrás, há 20 anos, era presidente e fazia. E continuou abraçando cada brasileiro e brasileira. No coração de cada um aqui e de cada uma, tem o retrato do Lula, cravado lá no fundo”.

Lindbergh Farias, líder do PT no Senado, também lembrou a história de Juscelino Kubitschek e de Getúlio Vargas. “Parece que agora a história se repete”, disse, ao falar sobre a perseguição jurídica e midiática promovida contra Lula e criticar o senador Aécio Neves (PSDB-MG). “Eu quero falar para esse senador: nós vamos dizer em alto e bom som que esse impeachment tem de ser anulado”.

Marcio Macedo, vice-presidente do PT e coordenador da caravana, agradeceu ao povo de Belo Horizonte e a todos os mineiros por terem recebido tão bem o ex-presidente durante seu percurso.

 

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Alexandre de Moraes vê ‘tentativa Tabajara’ de golpe

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Redação do Portal da Capital

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, afirmou nesta sexta (3) que o complô envolvendo Jair Bolsonaro (PL) relatado pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES) foi uma “tentativa Tabajara” de golpe.

O termos alude às Organizações Tabajara, empresa fictícia clássica do humor do grupo Casseta & Planeta, que virou sinônimo de qualquer ação farsesca.

Foi sua primeira manifestação pública após a revelação de uma reunião com o então presidente Jair Bolsonaro (PL) em que teria sido discutida uma trama golpista para revogar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito do ano passado, que incluía gravar Moraes ilegalmente para constrangê-lo.

O caso foi revelado, ainda que com vaivém de versões, pelo senador Do Val, que relatou reunião não negada pela parte com Bolsonaro e o ex-deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), que foi preso na quinta (2).

Moraes deu detalhes da abordagem que sofreu por parte de Do Val. “Ele solicitou uma audiência como outros deputados e senadores, eu o recebi no Salão Branco [do Supremo]”, afirmou, dizendo que o senador lhe citou a reunião com Bolsonaro e Silveira.

“[Eles tiveram] a ideia genial de colocar uma escuta no senador [para grampeá-lo] e, a partir dessa gravação, pudesse solicitar minha retirada da presidência dos inquéritos [das fake news e atos antidemocráticos]”, afirmou Moraes.

Moraes diz ter solicitado um depoimento a Do Val, mas que ele se recusou.

“Disse que era uma questão de inteligência e não poderia confirmar. O que não é oficial, não existe”, disse Moraes, falando por videoconferência em evento do Lide, organização empresarial capitaneada pelo ex-governador João Doria (SP), em Lisboa.

Agora, contudo, ele afirma que a Polícia Federal seguirá investigando o caso. Falou de forma mais geral das apurações sobre atos antidemocráticos e golpistas.

“As investigações da PF continuarão e vamos analisar a responsabilidade de todos aqueles que se envolveram na tentativa de golpe. Temos informações adiantadíssimas sobre os financiadores, desde o ano passado”, afirmou.

 

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MPF pede prisão de Sikêra Júnior e multa por crime de racismo

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Redação do Portal da Capital

O Ministério Público Federal (MPF) pediu a prisão e aplicação de multa ao apresentador José Siqueira, mais conhecido como Sikêra Júnior, pelo crime de racismo. A informação foi reportada pelo G1.

O apresentador fez comentários racistas em 5 de junho de 2018 no programa ‘Cidade em Ação’, que apresentava na TV Arapuan, de João Pessoa (PB), contra uma mulher negra que foi presa.

O MPF entendeu que, durante o programa, Sikêra Jr. proferiu discurso com “ofensas injuriosas raciais”. Ele zombou de características físicas da mulher, que teve a imagem exibida no estúdio do programa.

Sikêra definiu o nariz da vítima como “venta de jumenta” e usou termos como “vagabunda” e “preguiçosa”. O MPF ressaltou também o momento em que o apresentador usou o refrão da música popular “pau que nasce torto, nunca se endireita”, disseminando a visão de que ela seria incapaz de ser ressocializada.

O apresentador também disse que a mulher era “sebosa” por não pintar as unhas e estimulou outras pessoas que estavam no estúdio a repetir a ofensa pelo menos 16 vezes.

O crime de racismo, tipificado pelo artigo 20 da Lei nº 7.716, tem pena de um a três anos de prisão e multa. O MPF já havia ajuizado ação civil pública em 2021 pedindo repararação por dano moral coletivo decorrente de discurso de ódio às mulheres.

OUTROS PROCESSOS
Sikêra Jr. foi alvo de outra ação no MPF pelo mesmo episódio. Na época, a rapper Kalyne Lima criticou as falas do apresentador em seu perfil em uma rede social e foi ofendida por ele nos programas seguintes.

A TV Arapuan assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPF, em agosto de 2018, se comprometendo a veicular material com duração de 30 segundos com ideias relevantes para a cidadania e em defesa da tolerância e do respeito às diversidades.

Sikêra Jr já foi condenado pela Justiça, em 2022, por ofensas à apresentadora Xuxa Meneghel. Em programa da RedeTV!, ele associou a apresentadora à ‘prostituição’, após Xuxa lançar um livro infantil de abordagem LGBTQIA+.

 

 

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Presidente Rodrigo Pacheco comemora reeleição de Veneziano para a Vice-Presidência do Senado

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Em entrevista à imprensa nesta quinta-feira (02), o Presidente reeleito do Senado, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), comemorou a permanência do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) na Vice-Presidência do Senado, após votação ocorrida em sessão comandada pelo parlamentar mineiro na manhã desta quinta-feira (02), no Plenário do Senado.

Segundo Pacheco, Veneziano realizou, nesses primeiros dois anos como vice-presidente do Senado, um excelente trabalho. “Ele agora vai repetir esse trabalho realizado, novamente como vice-presidente desta Casa. O senador Veneziano merece toda a nossa confiança e apreço e a Paraíba tem muito a se orgulhar dele”, afirmou Pacheco, em entrevista ao Blog de Marcio Rangel.

Assista:

Veneziano foi reeleito nesta quinta-feira (2), vice-Presidente do Senado. Atualmente no cargo, ele concorreu em chapa única, já que seu nome foi consenso no parlamento, fazendo com que partidos e bancadas não apesentassem candidato concorrente. A eleição foi comandada pelo presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que também foi reeleito na tarde dessa quarta-feira (1º), com maioria de 49 votos, dos 81 senadores que compõem o parlamento.

Pacheco e Veneziano continuarão no comando do Senado Federal pelos próximos dois anos. O paraibano agradeceu a confiança dos colegas e destacou os propósitos de sua gestão, ao lado de Rodrigo Pacheco, no comando do Senado.

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