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Ausência de líderes em reunião com Temer expõe insatisfação na base aliada

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A ausência de líderes em reunião convocada pelo presidente Michel Temer (PMDB) no Palácio do Planalto expôs, nesta segunda-feira (6), a crescente insatisfação de partidos da base aliada que trabalharam para sepultar, em duas votações de plenário, denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o peemedebista. Um dos que manifestaram descontentamento ao recusar o encontro, organizado justamente para unificar o grupo de apoio, foi o líder do PP na Câmara, Arhur Lira (AL), que está à frente de 45 deputados – número importante para o governo, que precisa de ao menos 342 votos para aprovar a reforma da Previdência, por exemplo.

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) verbalizou o descontentamento dos partidos da base, principalmente no chamado “centrão”, agremiação de bancadas que reúne mais de 200 deputados. Em Brasília para viabilizar, em um dia tradicionalmente esvaziado em plenário, um pacote de projetos relativos à segurança pública, Maia disse que há vários parlamentares governistas “magoados” com o governo – que, com oferta de cargos e orçamento reduzidos, não tem atendido ao conjunto da base a contento, informa reportagem de Fábio Góis, do Congresso em Foco.

“Nós passamos cinco meses, aqui [no Congresso], de muita tensão. Um desgaste muito grande para os deputados da base que votaram com o presidente. Não adianta a gente negar, os deputados estão machucados. Então, o governo precisa dar uma conversada com os lideres, dar uma reorganizada na base”, ponderou o deputado fluminense, referindo-se às chances de aprovação da reforma Previdência depois uma batalha ainda mais impopular vencida pela base de apoio – em pouco mais de dois meses, duas denúncias contra Temer barradas em meio a índices crescente de rejeição popular ao presidente.

Uma das principais queixas do centrão, além da distribuição de cargos estratégicos e de nacos orçamentários, é a reforma ministerial. Com o capital político desgastado para aprovar reformas, o governo agora se vê refém de bancadas que, numerosas, intensificaram as cobranças por espaços maiores no poder central. Nesse sentido, partidos fieis a Temer reclamam que o PSDB, por exemplo, mantém quatro ministérios, mesmo depois de metade dos 46 deputados tucanos terem votado a favor de investigações iniciadas contra o presidente.

Ao menos dois deputados foram ao encontro justamente para avisar a Temer que, sem a reforma ministerial nos moldes do que quer o centrão, reformas como a da Previdência vão continuar ameaçadas. “A reforma da Previdência tem que ser discutida a partir de 2019. Não se vota uma medida dessa no fim de mandato”, observa o líder do PR, José Rocha (BA), que comanda 37 deputados. “Vou falar ao presidente que a reforma da Previdência do jeito que está não passa”, emendou o líder do PSD, Marcos Montes (MG), à frente de 38 parlamentares. As falas foram registradas no blog do jornalista Gerson Camarotti, no portal G1.

“Uns fazem de conta que são da base, outros fazem de conta que votam. Desse jeito, governo vai ter base que não vota”, advertiu o líder de um dos partidos do centrão, segundo o Blog do Camarotti.

Tucano despachado

A ausência de Arhur Lira, adiantada pelo repórter Nilson Klava, da Globonews, expõe ainda a situação da articulação política em meio ao ciúme do centrão com o PSDB. A função palaciana é desempenhada pelo ministro tucano Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo), deputado baiano que voltou à Câmara por um dia, em 25 de outubro, para votar contra a continuidade da segunda denúncia da PGR contra Temer. Mantido o protagonismo do PSDB na gestão Temer, deputados da base passaram a ignorar Imbassahy e adotaram como interlocutor no Planalto o peemedebista Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil.

Contribui para o estado de inflamação na base a persistente divisão do PSDB em relação à manutenção da aliança do partido com Temer. O governo tem visto seu principal fiador no partido, senador Aécio Neves (MG), perder espaço para a ala representada nos chamados “cabeças pretas”, como são chamados os peessedebistas favoráveis ao rompimento com o governo – a oposição acusou Aécio, também investigado na Operação Lava Jato, de ter atuado para salvar Temer das denúncias da PGR, em operação de mútua colaboração. Denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva e obstrução de Justiça, Aécio está afastado do comando do PSDB.

A queda de braço particular no tucanato opõe o governador de Goiás, Marconi Perillo, aliado de Aécio, ao presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), que se soma ao presidente de honra do partido, Fernando Henrique Cardoso, na defesa do rompimento com Temer – a exemplo de Perillo, que se lançou na disputa à sucessão de Aécio, Tasso deve ser anunciado como candidato à presidência da legenda nesta semana. Na avaliação do ex-presidente da República, o PSDB pode apresentar um nome competitivo para 2018, mas antes precisa passar a limpo seu passado recente e renovar sua alma para não ser confundido com o “peemedebismo”.

Os demais líderes e vice-líderes que participaram da reunião com Temer foram Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Aluísio Mendes (Pode-MA), André Moura (PSC-SE), Aureo (SD-RJ), Baleia Rossi (PMDB-SP), Beto Mansur (PRB-SP), Cléber Verde (PRB-MA), Darcísio Perondi (PMDB-RS), Laerte Bessa (PR-DF), Lelo Coimbra (PMDB-ES) e Tereza Cristina (PSB-MS). Além de Imbassahy e Padilha, estavam no Planalto os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).

Na reunião, Temer voltou a criticar as denúncias apresentadas por Janot, que deixou o comando da PGR em 17 de setembro, na reta final de sua gestão. Também admitiu que a reforma da Previdência pode não ser aprovada “em todo o conjunto” agora, mas que pode ser revisada pelo próximo governo. Além disso, o presidente anunciou a elaboração de uma proposta de privatização da Eletrobras, a ser encaminhada ao Congresso por meio de um projeto de lei. A ideia do Planalto é enviar a proposição, que já enfrenta resistência da oposição tanto na Câmara quanto no Senado, até a próxima quinta-feira (9).

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Alexandre de Moraes vê ‘tentativa Tabajara’ de golpe

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Redação do Portal da Capital

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, afirmou nesta sexta (3) que o complô envolvendo Jair Bolsonaro (PL) relatado pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES) foi uma “tentativa Tabajara” de golpe.

O termos alude às Organizações Tabajara, empresa fictícia clássica do humor do grupo Casseta & Planeta, que virou sinônimo de qualquer ação farsesca.

Foi sua primeira manifestação pública após a revelação de uma reunião com o então presidente Jair Bolsonaro (PL) em que teria sido discutida uma trama golpista para revogar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito do ano passado, que incluía gravar Moraes ilegalmente para constrangê-lo.

O caso foi revelado, ainda que com vaivém de versões, pelo senador Do Val, que relatou reunião não negada pela parte com Bolsonaro e o ex-deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), que foi preso na quinta (2).

Moraes deu detalhes da abordagem que sofreu por parte de Do Val. “Ele solicitou uma audiência como outros deputados e senadores, eu o recebi no Salão Branco [do Supremo]”, afirmou, dizendo que o senador lhe citou a reunião com Bolsonaro e Silveira.

“[Eles tiveram] a ideia genial de colocar uma escuta no senador [para grampeá-lo] e, a partir dessa gravação, pudesse solicitar minha retirada da presidência dos inquéritos [das fake news e atos antidemocráticos]”, afirmou Moraes.

Moraes diz ter solicitado um depoimento a Do Val, mas que ele se recusou.

“Disse que era uma questão de inteligência e não poderia confirmar. O que não é oficial, não existe”, disse Moraes, falando por videoconferência em evento do Lide, organização empresarial capitaneada pelo ex-governador João Doria (SP), em Lisboa.

Agora, contudo, ele afirma que a Polícia Federal seguirá investigando o caso. Falou de forma mais geral das apurações sobre atos antidemocráticos e golpistas.

“As investigações da PF continuarão e vamos analisar a responsabilidade de todos aqueles que se envolveram na tentativa de golpe. Temos informações adiantadíssimas sobre os financiadores, desde o ano passado”, afirmou.

 

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MPF pede prisão de Sikêra Júnior e multa por crime de racismo

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Redação do Portal da Capital

O Ministério Público Federal (MPF) pediu a prisão e aplicação de multa ao apresentador José Siqueira, mais conhecido como Sikêra Júnior, pelo crime de racismo. A informação foi reportada pelo G1.

O apresentador fez comentários racistas em 5 de junho de 2018 no programa ‘Cidade em Ação’, que apresentava na TV Arapuan, de João Pessoa (PB), contra uma mulher negra que foi presa.

O MPF entendeu que, durante o programa, Sikêra Jr. proferiu discurso com “ofensas injuriosas raciais”. Ele zombou de características físicas da mulher, que teve a imagem exibida no estúdio do programa.

Sikêra definiu o nariz da vítima como “venta de jumenta” e usou termos como “vagabunda” e “preguiçosa”. O MPF ressaltou também o momento em que o apresentador usou o refrão da música popular “pau que nasce torto, nunca se endireita”, disseminando a visão de que ela seria incapaz de ser ressocializada.

O apresentador também disse que a mulher era “sebosa” por não pintar as unhas e estimulou outras pessoas que estavam no estúdio a repetir a ofensa pelo menos 16 vezes.

O crime de racismo, tipificado pelo artigo 20 da Lei nº 7.716, tem pena de um a três anos de prisão e multa. O MPF já havia ajuizado ação civil pública em 2021 pedindo repararação por dano moral coletivo decorrente de discurso de ódio às mulheres.

OUTROS PROCESSOS
Sikêra Jr. foi alvo de outra ação no MPF pelo mesmo episódio. Na época, a rapper Kalyne Lima criticou as falas do apresentador em seu perfil em uma rede social e foi ofendida por ele nos programas seguintes.

A TV Arapuan assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPF, em agosto de 2018, se comprometendo a veicular material com duração de 30 segundos com ideias relevantes para a cidadania e em defesa da tolerância e do respeito às diversidades.

Sikêra Jr já foi condenado pela Justiça, em 2022, por ofensas à apresentadora Xuxa Meneghel. Em programa da RedeTV!, ele associou a apresentadora à ‘prostituição’, após Xuxa lançar um livro infantil de abordagem LGBTQIA+.

 

 

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Presidente Rodrigo Pacheco comemora reeleição de Veneziano para a Vice-Presidência do Senado

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Redação do Portal da Capital

Em entrevista à imprensa nesta quinta-feira (02), o Presidente reeleito do Senado, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), comemorou a permanência do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) na Vice-Presidência do Senado, após votação ocorrida em sessão comandada pelo parlamentar mineiro na manhã desta quinta-feira (02), no Plenário do Senado.

Segundo Pacheco, Veneziano realizou, nesses primeiros dois anos como vice-presidente do Senado, um excelente trabalho. “Ele agora vai repetir esse trabalho realizado, novamente como vice-presidente desta Casa. O senador Veneziano merece toda a nossa confiança e apreço e a Paraíba tem muito a se orgulhar dele”, afirmou Pacheco, em entrevista ao Blog de Marcio Rangel.

Assista:

Veneziano foi reeleito nesta quinta-feira (2), vice-Presidente do Senado. Atualmente no cargo, ele concorreu em chapa única, já que seu nome foi consenso no parlamento, fazendo com que partidos e bancadas não apesentassem candidato concorrente. A eleição foi comandada pelo presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que também foi reeleito na tarde dessa quarta-feira (1º), com maioria de 49 votos, dos 81 senadores que compõem o parlamento.

Pacheco e Veneziano continuarão no comando do Senado Federal pelos próximos dois anos. O paraibano agradeceu a confiança dos colegas e destacou os propósitos de sua gestão, ao lado de Rodrigo Pacheco, no comando do Senado.

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