Nos acompanhe

Paraíba

Assembleia aprova Política Estadual de Atendimento à Gestante no Estado da Paraíba

Publicado

em

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou a Política Estadual de Atendimento à Gestante proposta pelo deputado Chió em defesa dos direitos da mulher gestante e parturientes do estado da Paraíba. Em Sessão Ordinária realizada de forma híbrida nesta quinta-feira (2), a Casa de Epitácio Pessoa aprovou o projeto que proíbe a contratação pelo Estado de artistas condenados pela Lei Maria da Penha.

O PL 2.955/2021 tem o objetivo de assegurar o direito à assistência, à saúde, ao parto de qualidade e à maternidade saudável. O texto estabelece que sejam atendidos princípios como o respeito à dignidade humana da gestante, a autonomia da vontade das gestantes e das famílias, assim como, a humanização na atenção obstétrica, além da preferência pela utilização dos métodos menos invasivos e mais naturais, entre outros. O parlamentar explicou que o Brasil vem adotando, ao longo dos anos, em compasso com as recomendações e protocolos da Organização Mundial de Saúde, uma série de medidas, com o objetivo de proteger e cuidar das gestantes. “É primordial que a proteção familiar seja garantida, antes, durante e após o nascimento dos filhos. Todo o amparo estatal é ne cessário para que os pais se sintam confortáveis e protegidos pela legislação, para a garantia de uma maternidade saudável, em todas as suas fases”, justificou Chió.

“Esse projeto age no sentido de um enfrentamento à violência obstétrica e possui um valor inestimável. É um projeto de grande relevância para a mulher paraibana e para a população paraibana como um todo”, resumiu a deputada Estela Bezerra. A deputada Pollyanna Dutra acrescentou ainda que, não só na Paraíba, mas em todo o país, é alta a taxa de mortalidade de mulheres gestantes e parturientes. “Nós ainda temos uma enorme quantidade de mortes maternas no Brasil e na Paraíba. 80% das mulheres que morrem no parto, morrem por motivos evitáveis como hemorragias, demora no parto, doenças pós-parto evitáveis, que com medicamentos poderíamos salvar essas mulheres. É primordial que esta Casa faça esse debate”, alertou a deputada Pollyanna Dutra.

Os deputados também aprovaram por unanimidade o PL 2.994/2021, da deputada Cida Ramos, proibindo a contratação de artistas processados ou condenados pelos crimes previstos na Lei Maria da Penha, que trata da violência contra a mulher, por parte do Estado da Paraíba. De acordo com o projeto, caberá ao Ministério Público Estadual e ao Tribunal de Contas do Estado a fiscalização do cumprimento da lei, aplicando as penalidades previstas quando couber. A parlamentar alertou que a violência contra a mulher apresenta números cada vez mais assustadores.

Segundo Cida, durante esse período de pandemia do covid-19, os casos de violência contra a mulher se tornou ainda mais frequente, necessitando intervenções ainda mais urgentes e objetivas por parte do poder público e da sociedade. “O Estado precisa intervir na prevenção e repressão da violência doméstica, proporcionando às mulheres a possibilidade de sair desse ciclo de violência de forma segura e punindo severamente os agressores”, argumentou a deputada Cida.

Continue Lendo

Paraíba

Supremo nega seguimento de petição de Ricardo Coutinho e mantém inelegibilidade de petista

Publicado

em

Por

Redação do Portal da Capital

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (12) por negar seguimento à petição protocolada pela defesa do ex-governador Ricardo Coutinho, mantendo a sua inelegibilidade. O processo foi distribuído para a ministra Rosa Weber, eleita presidente do STF na última quarta-feira (10). Desde a terça-feira (09) o processo já estava concluso à relatora.

A defesa de Ricardo Coutinho pediu ao STF a análise do pedido de Tutela Provisória Antecedente. A medida busca derrubar a condenação de inelegibilidade do ex-governador pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referente às eleições 2014. A condenação por abuso de poder veio somente em 2020.

A decisão tomada pela ministra Rosa Weber no início da noite desta sexta-feira (12), conforme acompanhou o ClickPB no sistema de acompanhamento processual do STF. Segundo a publicação, “em 10/08/2022. ‘Ante o exposto, com fundamento no art. 21, § 1º, do RISTF, nego seguimento à presente Petição. Publique-se.'”

Continue Lendo

Paraíba

Candidatura de Veneziano Vital do Rêgo ao Governo do Estado é registrada pelo MDB da Paraíba

Publicado

em

Por

Redação do Portal da Capital

O MDB da Paraíba registrou a candidatura do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ao Governo do Estado. na vaga de vice-governadora foi registrada a postulação de Maísa Cartaxo, ex primeira-dama de João Pessoa.

Veneziano declarou R$1.186.262,52 em bens, sendo alguns deles dois apartamentos um no valor de R$603.000,00 e o outro de R$512.497,93.

O sistema do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba confirmou registros das candidaturas de Adjany Simplício, candidata pelo PSOL; de Antônio Nascimento, candidato ao governo pelo PSTU; do governador  João Azevêdo, candidato à reeleição pelo PSB, e de Pedro Cunha Lima (PSDB), candidato pelo PSDB e Major Fábio (PRTB), candidato pelo PRTB.

Continue Lendo

Paraíba

Paraibano Ninão, gigante de 2,37m, é tratado como joia para fazer história no vôlei paralímpico

Publicado

em

Por

Redação do Portal da Capital

Um paratleta com potencial para fazer história, mas que ainda está em momento de aprendizado e precisa de cuidado nesse processo. É dessa maneira que Joelison Fernandes da Silva, o Ninão, recém-contratado pelo Paulistano, vem sendo cuidado para que a expectativa criada em cima de sua entrada no esporte se torne realidade. Dono de estatura privilegiada, o homem mais alto do Brasil ostenta 2,37 metros de altura e surge como uma joia a ser lapidada para a seleção brasileira de vôlei sentado visando os Jogos Paralímpicos não só de Paris, em 2024, mas também em Los Angeles, em 2028.

De acordo com esta matéria originalmente publicada pela Isto É, para se ter uma ideia, Ninão, de 36 anos, mede 1,23m sentado. A rede de vôlei paralímpico tem 1,15m e o alcance dele com o braço estendido é de 1,98m. O brasileiro pode fazer frente para Morteza Mehzad, que tem 2,46 metros. O iraniano é considerado um dos maiores jogadores do mundo da modalidade, sendo bicampeão paralímpico no Rio-2016 e em Tóquio.

Responsável pela aproximação e peça fundamental no processo de contratação pelo clube da capital paulista, Fernando Guimarães falou dos cuidados que seu estafe está tendo neste processo de adaptação. “Não é fácil você sair do interior da Paraíba e cair na seleção brasileira. Estamos falando de esporte de alto rendimento e a cobrança é grande. Tem o lado psicológico, a parte da nutrição, da preparação física e a qualidade técnica. Conversamos com ele sempre que possível”, afirmou o treinador do Paulistano e da seleção brasileira de vôlei adaptado.

Ninão fez uma espécie de integração no clube em julho. Lá, visitou as dependências, viu a estrutura e conheceu os companheiros do Paulistano. Nesse primeiro contato, deixou boa impressão não só pela parte técnica, mas também pelo empenho. De volta a Assunção, no interior da Paraíba, ele tem um planejamento inicial de vir à capital paulista uma vez por mês para se adequar aos poucos ao ambiente da metrópole paulista.

As metas para o jogador, no entanto, já começam a ser traçadas. No início de setembro tem início o Campeonato Paulista de vôlei sentado. Depois, o torneio que entra em pauta é o Brasileiro. “Esses jogos são fundamentais para dar uma condição de jogo. Ele tem uma estatura muito grande, mas aspectos precisam se trabalhados. Apesar de ter um corpo proporcional (pesa 200 quilos), precisa ganhar massa. O trabalho físico e a alimentação são importantes. Porém, o que vai fazer a diferença é vontade e persistência dele”, afirmou o treinador.

Em meio ao planejamento feito, Ninão vem fazendo a sua parte no interior nordestino. Os treinos acontecem na garagem de sua casa e tem duração de pouco mais de duas horas. Nessa empreitada, parentes o ajudam na execução dos exercícios que são baseados em vídeos mandados pelo equipe do clube.

“Meu objetivo é chegar em uns 180 quilos, talvez um pouco mais. Com a ajuda dos meus sobrinhos Vinícius e Alberto e do primo Danilo, faço trabalho para ganhar potência tanto no ataque como na defesa e ainda aprimoro o saque”, diz Ninão ao Estadão.

Feliz por ter acertado um contrato de duas temporadas, ele disse estar num momento especial da sua vida. Há sete meses, amputou parte de uma das pernas por conta de uma osteomielite (infecção no osso causada por uma bactéria) no pé direito.

Antes de decidir pela cirurgia, esteve quatro anos na cadeira de rodas. Agora, que o esporte abre uma possibilidade de mudança para ele e a mulher, o momento é de agarrar essa chance com unhas e dentes. “Eu me identifiquei. Na quadra, tenho uma sensação única, e fui muito bem recebido por todos do Paulistano. Sei que é a grande chance da minha vida”, afirmou Ninão.

Preocupado em dar ação às palavras, o reforço do Paulistano se mobiliza para facilitar essa adaptação. “Vejo todos os vídeos de vôlei sentado e presto muita atenção. Os companheiros de time mandam vídeos orientando os melhores exercícios. Recebo mensagens de apoio do elenco pedindo para que eu não desista dos meus sonhos e objetivos.”

PRÓTESE ABRIU CAMINHO

Talvez o momento mais delicado da sua vida tenha sido a porta de entrada para o mundo do esporte, que se abre agora com a chance de defender o Paulistano.

Fernando Guimarães soube da saga de Ninão graças a um de seus comandados, que seguia o gigante paraibano nas redes sociais. Em busca de ajuda, uma campanha para que ele ganhasse a prótese para a perna direita foi feita na região e divulgada na internet.

“Entramos em contato através da Confederação e o chamamos para integrar o Paulistano. Ele ainda está em fase de adaptação, mas já mostrou boa coordenação com a bola e tem entendimento do jogo. Pelo seu tamanho, nos possibilita muitas coisas. Tem potencial para fazer história, mas tem que querer”, afirmou Fernando Guimarães enfatizando a sua estatura.

GIGANTISMO

Filho de agricultores, Ninão tem mais quatro irmãos. De origem bastante humilde, nasceu de parto normal e cresceu trabalhando na roça, onde ajudava o pai no plantio de milho e feijão. Foi a partir dos cinco anos que ele passou a chamar a atenção por ter uma altura acima da média.

Na adolescência, descobriu ter um tumor no cérebro que causava descontrole no crescimento. Com 15 anos, já media 1,95m. Junto com essa transformação, vieram os problemas. “Dificuldade para achar roupa e calçado também. O número do meu tênis é 60. Para dormir era outro problema, pois não cabia em cama nenhuma e ainda batia a cabeça no batente da porta.”

Na infância, jogava futebol e vôlei, mas quando passou a ter dificuldade de locomoção, parou de praticar esporte. O bullying e os constantes apelidos trouxeram traumas nos tempos de colégio. “No sítio onde morava, todos me conheciam não tinha problema. Quando fui estudar na cidade sofria bastante com os apelidos e parei de estudar aos 12 anos. Só voltei aos 21. Mas, graças a Deus, consegui tirar o Ensino Médio.”

Continue Lendo