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Paraíba

Cícero participa da abertura do 33º Salão do Artesanato Paraibano, que este ano tem o apoio da PMJP

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O prefeito Cícero Lucena participou, na tarde desta quarta-feira (12), da abertura da 33ª edição do Salão do Artesanato Paraibano, que está acontecendo na orla da Praia do Cabo Branco. O evento, realizado pelo Governo do Estado em parceria com o Sebrae, este ano tem como novidade a participação efetiva da Prefeitura de João Pessoa, o único município brasileiro com o título de Cidade Criativa na categoria Artesanato e Artes Populares, concedido pela Unesco.

“Para mim é um motivo de muita honra e alegria estar aqui hoje, porque em 33 edições deste evento, esta é a primeira vez que a Prefeitura da Capital participa de forma integrada, colaborando para o êxito do Salão que representa todo o Estado, trazendo artesãos de todas as regiões. Então, é um motivo de satisfação, porque aqui estamos cuidando da renda, da sobrevivência destes artesãos, além de qualificar cada vez mais nossos produtos através deste intercâmbio, que fortalece também o nosso turismo”, destacou Cícero.

O convite à Prefeitura de João Pessoa para participar do evento foi feito pelo Governo do Estado, por meio do Programa do Artesanato Paraibano (PAP) – um grande parceiro da gestão municipal na elaboração de políticas públicas para fomento do artesanato local. A cidade ganhou destaque no projeto, justamente por carregar o selo de capital brasileira do artesanato, junto a Unesco.

Aberto oficialmente pelo governador João Azevêdo, o Salão do Artesanato Paraibano conta com mais de 400 expositores, representando todas as regiões do Estado. O gestor falou da importância do evento, que pode movimentar até R$ 1 milhão em negócios.

“Espero que seja um grande evento, para que a gente não só mostre o nosso artesanato para a grande quantidade de turistas que atualmente está no nosso Estado, mas que seja um centro de negócios acima de tudo, para que os artesãos possam ter renda e melhoria na sua condição de vida. Eu só vejo o artesanato, além de tudo o que ele representa, como segmento importante para a geração de emprego e renda”, ressaltou o governador.

O evento será realizado até o dia 2 de fevereiro, sempre das 16h às 22h. A entrada será gratuita mediante apresentação da carteira de vacinação contra a Covid-19, sendo facultativa a doação de 1kg de alimento não perecível. Os donativos serão destinados à ação social promovida pelo Hospital Padre Zé. No Salão, é obrigatório o uso de máscara e proibido o uso de sacolas plásticas e canudos.

Sereias da Penha – Nesta edição, o evento traz como tema ‘Toda Arte que Vem do Mar’, enaltecendo, sobretudo, o trabalho de artesãs locais que trazem suas matérias-primas do ambiente marinho. Baseada na temática, a Prefeitura vai apresentar um stand com decoração elaborada pelo projeto Sereias da Penha. Serão instaladas peças criadas com elementos como redes de pesca, escamas e garrafas pets.

Também estarão expostos trabalhos de artesãos de várias tipologias, com curadoria do Celeiro Espaço Criativo – equipamento da gestão municipal para promoção e escoamento da produção artesanal local.

Parceiros – Além da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedest), a Prefeitura de João Pessoa estará representada no Salão pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), responsável pela marcenaria do stand; Secretaria de Turismo (Setur), que vai disponibilizar equipe para atender aos visitantes; e pela Secretaria de Comunicação (Secom), que desenvolveu a identidade visual. O projeto do espaço leva assinatura da arquiteta Geórgia Suassuna e ainda conta com parceria com a Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep).

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Paraíba

Supremo nega seguimento de petição de Ricardo Coutinho e mantém inelegibilidade de petista

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (12) por negar seguimento à petição protocolada pela defesa do ex-governador Ricardo Coutinho, mantendo a sua inelegibilidade. O processo foi distribuído para a ministra Rosa Weber, eleita presidente do STF na última quarta-feira (10). Desde a terça-feira (09) o processo já estava concluso à relatora.

A defesa de Ricardo Coutinho pediu ao STF a análise do pedido de Tutela Provisória Antecedente. A medida busca derrubar a condenação de inelegibilidade do ex-governador pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referente às eleições 2014. A condenação por abuso de poder veio somente em 2020.

A decisão tomada pela ministra Rosa Weber no início da noite desta sexta-feira (12), conforme acompanhou o ClickPB no sistema de acompanhamento processual do STF. Segundo a publicação, “em 10/08/2022. ‘Ante o exposto, com fundamento no art. 21, § 1º, do RISTF, nego seguimento à presente Petição. Publique-se.'”

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Candidatura de Veneziano Vital do Rêgo ao Governo do Estado é registrada pelo MDB da Paraíba

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O MDB da Paraíba registrou a candidatura do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ao Governo do Estado. na vaga de vice-governadora foi registrada a postulação de Maísa Cartaxo, ex primeira-dama de João Pessoa.

Veneziano declarou R$1.186.262,52 em bens, sendo alguns deles dois apartamentos um no valor de R$603.000,00 e o outro de R$512.497,93.

O sistema do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba confirmou registros das candidaturas de Adjany Simplício, candidata pelo PSOL; de Antônio Nascimento, candidato ao governo pelo PSTU; do governador  João Azevêdo, candidato à reeleição pelo PSB, e de Pedro Cunha Lima (PSDB), candidato pelo PSDB e Major Fábio (PRTB), candidato pelo PRTB.

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Paraíba

Paraibano Ninão, gigante de 2,37m, é tratado como joia para fazer história no vôlei paralímpico

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Um paratleta com potencial para fazer história, mas que ainda está em momento de aprendizado e precisa de cuidado nesse processo. É dessa maneira que Joelison Fernandes da Silva, o Ninão, recém-contratado pelo Paulistano, vem sendo cuidado para que a expectativa criada em cima de sua entrada no esporte se torne realidade. Dono de estatura privilegiada, o homem mais alto do Brasil ostenta 2,37 metros de altura e surge como uma joia a ser lapidada para a seleção brasileira de vôlei sentado visando os Jogos Paralímpicos não só de Paris, em 2024, mas também em Los Angeles, em 2028.

De acordo com esta matéria originalmente publicada pela Isto É, para se ter uma ideia, Ninão, de 36 anos, mede 1,23m sentado. A rede de vôlei paralímpico tem 1,15m e o alcance dele com o braço estendido é de 1,98m. O brasileiro pode fazer frente para Morteza Mehzad, que tem 2,46 metros. O iraniano é considerado um dos maiores jogadores do mundo da modalidade, sendo bicampeão paralímpico no Rio-2016 e em Tóquio.

Responsável pela aproximação e peça fundamental no processo de contratação pelo clube da capital paulista, Fernando Guimarães falou dos cuidados que seu estafe está tendo neste processo de adaptação. “Não é fácil você sair do interior da Paraíba e cair na seleção brasileira. Estamos falando de esporte de alto rendimento e a cobrança é grande. Tem o lado psicológico, a parte da nutrição, da preparação física e a qualidade técnica. Conversamos com ele sempre que possível”, afirmou o treinador do Paulistano e da seleção brasileira de vôlei adaptado.

Ninão fez uma espécie de integração no clube em julho. Lá, visitou as dependências, viu a estrutura e conheceu os companheiros do Paulistano. Nesse primeiro contato, deixou boa impressão não só pela parte técnica, mas também pelo empenho. De volta a Assunção, no interior da Paraíba, ele tem um planejamento inicial de vir à capital paulista uma vez por mês para se adequar aos poucos ao ambiente da metrópole paulista.

As metas para o jogador, no entanto, já começam a ser traçadas. No início de setembro tem início o Campeonato Paulista de vôlei sentado. Depois, o torneio que entra em pauta é o Brasileiro. “Esses jogos são fundamentais para dar uma condição de jogo. Ele tem uma estatura muito grande, mas aspectos precisam se trabalhados. Apesar de ter um corpo proporcional (pesa 200 quilos), precisa ganhar massa. O trabalho físico e a alimentação são importantes. Porém, o que vai fazer a diferença é vontade e persistência dele”, afirmou o treinador.

Em meio ao planejamento feito, Ninão vem fazendo a sua parte no interior nordestino. Os treinos acontecem na garagem de sua casa e tem duração de pouco mais de duas horas. Nessa empreitada, parentes o ajudam na execução dos exercícios que são baseados em vídeos mandados pelo equipe do clube.

“Meu objetivo é chegar em uns 180 quilos, talvez um pouco mais. Com a ajuda dos meus sobrinhos Vinícius e Alberto e do primo Danilo, faço trabalho para ganhar potência tanto no ataque como na defesa e ainda aprimoro o saque”, diz Ninão ao Estadão.

Feliz por ter acertado um contrato de duas temporadas, ele disse estar num momento especial da sua vida. Há sete meses, amputou parte de uma das pernas por conta de uma osteomielite (infecção no osso causada por uma bactéria) no pé direito.

Antes de decidir pela cirurgia, esteve quatro anos na cadeira de rodas. Agora, que o esporte abre uma possibilidade de mudança para ele e a mulher, o momento é de agarrar essa chance com unhas e dentes. “Eu me identifiquei. Na quadra, tenho uma sensação única, e fui muito bem recebido por todos do Paulistano. Sei que é a grande chance da minha vida”, afirmou Ninão.

Preocupado em dar ação às palavras, o reforço do Paulistano se mobiliza para facilitar essa adaptação. “Vejo todos os vídeos de vôlei sentado e presto muita atenção. Os companheiros de time mandam vídeos orientando os melhores exercícios. Recebo mensagens de apoio do elenco pedindo para que eu não desista dos meus sonhos e objetivos.”

PRÓTESE ABRIU CAMINHO

Talvez o momento mais delicado da sua vida tenha sido a porta de entrada para o mundo do esporte, que se abre agora com a chance de defender o Paulistano.

Fernando Guimarães soube da saga de Ninão graças a um de seus comandados, que seguia o gigante paraibano nas redes sociais. Em busca de ajuda, uma campanha para que ele ganhasse a prótese para a perna direita foi feita na região e divulgada na internet.

“Entramos em contato através da Confederação e o chamamos para integrar o Paulistano. Ele ainda está em fase de adaptação, mas já mostrou boa coordenação com a bola e tem entendimento do jogo. Pelo seu tamanho, nos possibilita muitas coisas. Tem potencial para fazer história, mas tem que querer”, afirmou Fernando Guimarães enfatizando a sua estatura.

GIGANTISMO

Filho de agricultores, Ninão tem mais quatro irmãos. De origem bastante humilde, nasceu de parto normal e cresceu trabalhando na roça, onde ajudava o pai no plantio de milho e feijão. Foi a partir dos cinco anos que ele passou a chamar a atenção por ter uma altura acima da média.

Na adolescência, descobriu ter um tumor no cérebro que causava descontrole no crescimento. Com 15 anos, já media 1,95m. Junto com essa transformação, vieram os problemas. “Dificuldade para achar roupa e calçado também. O número do meu tênis é 60. Para dormir era outro problema, pois não cabia em cama nenhuma e ainda batia a cabeça no batente da porta.”

Na infância, jogava futebol e vôlei, mas quando passou a ter dificuldade de locomoção, parou de praticar esporte. O bullying e os constantes apelidos trouxeram traumas nos tempos de colégio. “No sítio onde morava, todos me conheciam não tinha problema. Quando fui estudar na cidade sofria bastante com os apelidos e parei de estudar aos 12 anos. Só voltei aos 21. Mas, graças a Deus, consegui tirar o Ensino Médio.”

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