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Poder do interior: João chega do Sertão com 304 mil votos de maioria e supera os grandes centros

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* Por Josival Pereira

Não se sabe se os políticos entenderam em plenitude, mas a vitória do governador João Azevêdo (PSB) nas eleições para governador consolida o poder político do interior do Estado.

Levantamentos dos resultados das urnas mostram que João chegou do interior aos grandes centros (Campina Grande e João Pessoa) com mais de 304 mil votos de maioria (304.749), que é o número encontrado a partir da maioria obtida pelo candidato Pedro Cunha Lima em João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Bayeux e Cabedelo (187.808) e a maioria geral obtida por pelo governador (116.941).

O resultado é inédito na história contemporânea da Paraíba. Em 1990, Ronaldo Cunha Lima venceu Wilson Braga no segundo turno com uma votação superior e 70% dos votos de Campina Grande e dividindo o interior, mas perdendo em João Pessoa; em 1994, Antônio Mariz venceu em João Pessoa e Campina Grande; em 2002, Cássio Cunha Lima venceu com quase 70% dos votos de Campina Grande e boa penetração no interior, mas perdeu em João Pessoa, panorama que se repetiu em 2006.

A partir das eleições de 2010, com a eleição de Ricardo Coutinho, imaginou-se ter se estabelecido a hegemonia política de João Pessoa no Estado, o grande colégio eleitoral paraibano. A lógica prevaleceu nas eleições de 2014, mas não foi à frente.

Nas eleições de 2018, o interior do Estado já elegeu o governador João Azevêdo no primeiro turno. João venceu em João Pessoa com pouco mais de 20 mil votos (somando as votações de Lúcia Cartaxo e José Maranhão) de maioria e perdeu em Campina Grande com maioria de pouco mais de 16 mil votos. As duas maiores cidades se anularam. Excluindo as duas, João ficou com uma maioria de mais de 303 mil votos. Números que praticamente se repetem agora. A diferença é que o governador perdeu nas grandes cidades.

Esse fenômeno conseguido pelo governador João Azevêdo, que é o da votação maciça em cidades do interior, foi tentado na história mais recente pelo esquema Maranhão/Roberto Paulino em 2002 e Maranhão em 2006. Roberto Paulino conseguiu reduzir uma maioria de 115 mil votos no primeiro turno para apenas 46 mil no segundo turno na disputa com Cássio, mas a diferença em Campina Grande impediu sua eleição.

A verdade é que o poder político quase sempre esteve nos grandes colégios eleitorais. O último governador nascido mais distante do mar foi Wilson Braga, natural de Conceição, mas foi preciso construir uma respeitável base em João Pessoa para se tornar uma liderança estadual. Mariz tinha base política em Sousa, mas era natural de João Pessoa, onde sempre obteve grande votações e foi majoritário nas disputas para o senador e governador.

Um estudo das causas do fenômeno João Azevêdo em relação a essa votação no interior, certamente, vai indicar a força do Governo e dos prefeitos como os fatores catalisadores. Mas por que outros líderes até mais carismáticos não conseguiram votações tão consagradoras? Avente-se ainda que tenha entrado aí muito trabalho de estratégia político-eleitoral, com ações focadas para atrair o resultado alcançado. João tem uma equipe de bons estrategistas.

Curiosamente, porém, o político a arrebatar os votos do interior é um filho do Litoral. Há bastante subjetividade na indicação, mas talvez o jeitão de sertanejo de João Azevêdo possa ser também a razão de tanta empatia com o eleitor do interior.

Seja como for, o mapa da apuração das últimas eleições para governador não deixa dúvida. Do ponto de vista eleitoral, a profecia se cumpriu: o Sertão virou mar e o mar virou Sertão.

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A Paraíba é um nada na Comissão de Transição do governo Lula

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Redação do Portal da Capital

* Por Josival Pereira

As indicações do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), há duas semanas, e, agora, a do deputado Gervásio Filho (PSB) para a Comissão de Transição do governo Lula mereceram destaque na imprensa da Paraíba como um “feito”. O primeiro está na Comissão de Turismo e o segundo na Comissão de Desenvolvimento Regional.

Mas não há o que comemorar. A Paraíba é um nada na Comissão de Transição de Lula. Os dois indicados são políticos importantes no Estado, parecem empenhados em contribuir com o Brasil e a Paraíba, mas, lamentavelmente, não representam quase nada nem existe o menor indicativo de que sejam indicados para cargos importantes no futuro governo.

Com 382 integrantes (até agora), os dois representantes da Paraíba significam 0,5% na famosa Comissão de Transição governamental.

Para se ter uma ideia da insignificância política da Paraíba basta girar o radar para o vizinho Estado de Pernambuco, que conseguiu emplacar 16 nomes na Comissão de Transição e mais o ex-senador Cristóvam Buarque, que, apesar de militar no Distrito Federal, faz questão de ressaltar seus laços com sua terra natal.

Estão na comissão o governador Paulo Câmara (PSB), o prefeito de Recife, João Campos (PSB); o senador Humberto Costa (PT) e a senadora eleita, Teresa Leitão (PT); e os deputados federais Marília Arraes (Solidariedade), Milton Coelho (PSB), Danilo Cabral (PSB), Tadeu Alencar (PSB), Renildo Calheiros (PCdoB), André de Paula (PSD), Felipe Carreras (PSB) e Wolney Queiroz (PDT).

De Pernambuco, o presidente Lula não deixou de reforçar sua equipe de transição com a destacada economista Tânia Bacelar, uma das mais respeitadas estudiosas dos problemas do Nordeste, e com o ex-deputado Fernando Ferro, instalado na comissão de Minas e Energia.

Pela representatividade dos nomes e pela quantidade, já dá para se perceber que o Estado de Pernambuco ocupará papel de destaque no novo governo Lula. Mas outros Estados nordestinos também estão bem representados na Comissão de Transição, como são os casos da Bahia e Ceará. O Rio Grande do Norte tem um nome cotado para a presidência da Petrobrás, que é o caso do senador Jean Paul Prates.

As causas dessa insignificância política da Paraíba no cenário nacional precisam ser estudadas, mas não dá para não mencionar que as desavenças locais durante a campanha, que afastaram o candidato Lula do Estado, têm um peso no momento.

Ah! Se vale de consolo, o paraibano Lindberg Farias está na Comissão de Transição, representando o PT do Rio de Janeiro.

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Políticos da Paraíba pensam pequeno

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Redação do Portal da Capital

* Por Josival Pereira

Vem do interior do Estado a comprovação de que os políticos da Paraíba pensam pequeno. Em texto publicado em portais de notícias de Cajazeiras (Diário do Sertão e Coisas de Cajazeiras), o empresário Alexandre Cartaxo Costa, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade e diretor da Fecomércio/PB, expressa quais seriam os anseios da região após o resultado das eleições, com a vitória do governador João Azevedo sedimentada nas urnas do interior.

Com o título “A força do Sertão”, Costa lembra que o interior deu mais de 304 mil votos de maioria ao governador, permitindo que ele superasse derrotas em Campina Grande, João Pessoa e cidades da região metropolitana da Capital e cobra mais atenção dos gestores e políticos para o interior.

O empresário reclama da distribuição das emendas de bancada para o Orçamento de 2023, que, segundo ele, das 15 propostas, apenas duas contemplaria o Sertão: o ramal da transposição na região do Piancó e o Hospital de Traumas de Patos. “Invariavelmente, todos os anos, as cidades de João Pessoa e Campina Grande levam tudo, só nos restam migalhas”, protesta.

O inconformismo do líder empresarial com o descaso em relação ao Sertão o leva, inclusive, a defender que chegou a hora do interior ter seu candidato a governador: “Precisamos de um governador sertanejo para combater o gritante desnível econômico no Estado onde mais de 70% do nosso PIB concentra-se em apenas cinco municípios, redirecionando o eixo de investimentos para o interior objetivando equilibrar nossos indicadores econômicos e sociais entre todas as regiões do Estado”.

A surpresa aparece com a clareza das propostas que o empresário Alexandre Costa apresenta como “perfeitamente factíveis para mitigar esse cruel desnível econômico”: implantação da Zona Franca do Semiárido; um novo traçado da ferrovia Transnordestina derivando da cidade Missão Velha (CE) cruzando todo o Estado até o porto de águas profundas no litoral; iniciar a duplicação da BR-230 no sentido Cajazeiras a Campina Grande e implementar linhas aéreas regulares do sertão ao litoral.

Perceba-se, no detalhe, que o empresário quer o início da duplicação da BR-230 lá em Cajazeiras e não na outra ponta, que termina sendo um projeto em torno de Campina Grande, necessário, mas com previsão de chegar apenas na praça do Meio do Mundo. Dois desses projetos (Zona Franca do Semiárido e duplicação da BR-230) já entraram ou ainda entram no radar dos parlamentares, mas sem o entendimento da dimensão dos mesmos para impactar o desenvolvimento da Paraíba e defesa com o arrojo que merecem. Em relação a Transnordestina, nem se fala.

Veja-se que todas são propostas de desenvolvimento estratégico Estado, não apenas do Sertão, e conclua-se que, ao não discutir e não incorporar projetos dessa grandeza, os políticos paraibanos pensam muito pequeno.

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Os frutos da parceria entre Cícero e Azevêdo para a cidade de João Pessoa

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Redação do Portal da Capital

O (a) eleitor (a), o cidadão (ã), o trabalhador (a), o (a) morador (a) e até o (a) visitante do município de João Pessoa, ao final das contas, quer saber, na verdade, se a administração municipal está ou não cuidando bem da cidade e se a dita administração está ou não buscando formas de proporcionar mais qualidade de vida para ele (a) e sua família.

E em se tratando de busca de parcerias o prefeito Cícero Lucena (PP) acertou em cheio quando decidiu oficializar um acordo de colaboração entre a Prefeitura  Municipal de João Pessoa (PMJP) e o Governo do Estado, através da gestão do governador João Azevêdo (PSB). Parceria esta que foi estabelecida ainda na fase de campanha do então candidato a prefeito, nas Eleições 2020.

Com o passar dos tempos e uma eleição depois, o cidadão percebe que a parceria era muito mais que uma promessa de campanha. Era um compromisso entre dois administradores dispostos a fazer o melhor que podem em seus respectivos cargos para que a Capital da Paraíba possa entrar de vez na rota do desenvolvimento e do bem estar social.

Nesta segunda-feira (21/11), Cícero, ao lado de João, assinou mais uma Ordem de Serviço (OS) para que saia do papel uma das obras de mobilidade urbana mais importantes para o bairro dos Bancários: o Parque das Três Ruas.

A obra contempla além da mobilidade humana, a urbanização e a qualidade de vida dos moradores daquele bairro que desfrutarão de recantos que contarão com árvores, ciclovia, espaço para Esportes e para crianças.

Na ocasião, o próprio Cícero revelou que outras decisões do Governo do Estado seguem sendo tomadas para benefício único da população pessoense através da parceria estabelecida, a exemplo da desativação do Presídio do Róger para que seja entregue à cidade um espaço que será transformado em escola para formação de Cultura e Educação.

Cícero e João estão juntos por compreenderem que ninguém faz nada sozinho quando o assunto é administração de uma cidade ou de um Estado. Obviamente, vez ou outra, ambos já discordaram um do outro, mas, mostraram que é possível levar o trabalho de administrador público tão a sério ao ponto de fazer prevalecer o que é correto e melhor para a população e não apenas o que o próprio ‘umbigo’ parece pensar.

Os frutos desse trabalho conjunto não param por aí e, depois de anos, esta dita parceria entre Governo do Estado e a Prefeitura de João Pessoa irá resolver um dos maiores problemas de mobilidade urbana da Capital paraibana através da construção de corredores de transporte público nas Avenidas Epitácio Pessoa, Cruz das Armas, Dom Pedro II e 2 de Fevereiro e, ainda, a construção de cinco terminais de integração: um Metropolitano, em área central da cidade, outro no Bessa, e os outros três para atender Cruz das Armas, região da Dom Pedro II e 2 de Fevereiro.

Quando o ego e a ambição são postos de lado por administradores públicos o resultado positivo é nítido, começando por reeleições…

Confira o vídeo:

 

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