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A Paraíba é um nada na Comissão de Transição do governo Lula

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* Por Josival Pereira

As indicações do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), há duas semanas, e, agora, a do deputado Gervásio Filho (PSB) para a Comissão de Transição do governo Lula mereceram destaque na imprensa da Paraíba como um “feito”. O primeiro está na Comissão de Turismo e o segundo na Comissão de Desenvolvimento Regional.

Mas não há o que comemorar. A Paraíba é um nada na Comissão de Transição de Lula. Os dois indicados são políticos importantes no Estado, parecem empenhados em contribuir com o Brasil e a Paraíba, mas, lamentavelmente, não representam quase nada nem existe o menor indicativo de que sejam indicados para cargos importantes no futuro governo.

Com 382 integrantes (até agora), os dois representantes da Paraíba significam 0,5% na famosa Comissão de Transição governamental.

Para se ter uma ideia da insignificância política da Paraíba basta girar o radar para o vizinho Estado de Pernambuco, que conseguiu emplacar 16 nomes na Comissão de Transição e mais o ex-senador Cristóvam Buarque, que, apesar de militar no Distrito Federal, faz questão de ressaltar seus laços com sua terra natal.

Estão na comissão o governador Paulo Câmara (PSB), o prefeito de Recife, João Campos (PSB); o senador Humberto Costa (PT) e a senadora eleita, Teresa Leitão (PT); e os deputados federais Marília Arraes (Solidariedade), Milton Coelho (PSB), Danilo Cabral (PSB), Tadeu Alencar (PSB), Renildo Calheiros (PCdoB), André de Paula (PSD), Felipe Carreras (PSB) e Wolney Queiroz (PDT).

De Pernambuco, o presidente Lula não deixou de reforçar sua equipe de transição com a destacada economista Tânia Bacelar, uma das mais respeitadas estudiosas dos problemas do Nordeste, e com o ex-deputado Fernando Ferro, instalado na comissão de Minas e Energia.

Pela representatividade dos nomes e pela quantidade, já dá para se perceber que o Estado de Pernambuco ocupará papel de destaque no novo governo Lula. Mas outros Estados nordestinos também estão bem representados na Comissão de Transição, como são os casos da Bahia e Ceará. O Rio Grande do Norte tem um nome cotado para a presidência da Petrobrás, que é o caso do senador Jean Paul Prates.

As causas dessa insignificância política da Paraíba no cenário nacional precisam ser estudadas, mas não dá para não mencionar que as desavenças locais durante a campanha, que afastaram o candidato Lula do Estado, têm um peso no momento.

Ah! Se vale de consolo, o paraibano Lindberg Farias está na Comissão de Transição, representando o PT do Rio de Janeiro.

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Os frutos da parceria entre Cícero e Azevêdo para a cidade de João Pessoa

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Redação do Portal da Capital

O (a) eleitor (a), o cidadão (ã), o trabalhador (a), o (a) morador (a) e até o (a) visitante do município de João Pessoa, ao final das contas, quer saber, na verdade, se a administração municipal está ou não cuidando bem da cidade e se a dita administração está ou não buscando formas de proporcionar mais qualidade de vida para ele (a) e sua família.

E em se tratando de busca de parcerias o prefeito Cícero Lucena (PP) acertou em cheio quando decidiu oficializar um acordo de colaboração entre a Prefeitura  Municipal de João Pessoa (PMJP) e o Governo do Estado, através da gestão do governador João Azevêdo (PSB). Parceria esta que foi estabelecida ainda na fase de campanha do então candidato a prefeito, nas Eleições 2020.

Com o passar dos tempos e uma eleição depois, o cidadão percebe que a parceria era muito mais que uma promessa de campanha. Era um compromisso entre dois administradores dispostos a fazer o melhor que podem em seus respectivos cargos para que a Capital da Paraíba possa entrar de vez na rota do desenvolvimento e do bem estar social.

Nesta segunda-feira (21/11), Cícero, ao lado de João, assinou mais uma Ordem de Serviço (OS) para que saia do papel uma das obras de mobilidade urbana mais importantes para o bairro dos Bancários: o Parque das Três Ruas.

A obra contempla além da mobilidade humana, a urbanização e a qualidade de vida dos moradores daquele bairro que desfrutarão de recantos que contarão com árvores, ciclovia, espaço para Esportes e para crianças.

Na ocasião, o próprio Cícero revelou que outras decisões do Governo do Estado seguem sendo tomadas para benefício único da população pessoense através da parceria estabelecida, a exemplo da desativação do Presídio do Róger para que seja entregue à cidade um espaço que será transformado em escola para formação de Cultura e Educação.

Cícero e João estão juntos por compreenderem que ninguém faz nada sozinho quando o assunto é administração de uma cidade ou de um Estado. Obviamente, vez ou outra, ambos já discordaram um do outro, mas, mostraram que é possível levar o trabalho de administrador público tão a sério ao ponto de fazer prevalecer o que é correto e melhor para a população e não apenas o que o próprio ‘umbigo’ parece pensar.

Os frutos desse trabalho conjunto não param por aí e, depois de anos, esta dita parceria entre Governo do Estado e a Prefeitura de João Pessoa irá resolver um dos maiores problemas de mobilidade urbana da Capital paraibana através da construção de corredores de transporte público nas Avenidas Epitácio Pessoa, Cruz das Armas, Dom Pedro II e 2 de Fevereiro e, ainda, a construção de cinco terminais de integração: um Metropolitano, em área central da cidade, outro no Bessa, e os outros três para atender Cruz das Armas, região da Dom Pedro II e 2 de Fevereiro.

Quando o ego e a ambição são postos de lado por administradores públicos o resultado positivo é nítido, começando por reeleições…

Confira o vídeo:

 

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Hugo Motta e o inexorável curso da política na Paraíba

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Redação do Portal da Capital

* Por Josival Pereira

Três pontos da entrevista do deputado federal Hugo Motta (Republicanos) ao programa Tambaú Debate (TV Tambaú), nesta sexta-feira (18), merecem atenção. Um deles é o de que, depois de 12 anos de atuação em Brasília, o parlamentar se autodefine como um político de centro. A definição teria sido fruto da observação dos muitos embates políticos nacionais nos últimos anos de onde teria extraído a certeza que a melhor solução para os problemas não está no radicalismo nem nos extremos.

Num momento, defendendo que o país precisa investir no combate à pobreza, em educação e saúde e criticando o envolvimento da política nas pautas de costume, que seriam da alçada exclusivamente individual, pareceu até que Hugo Motta iria se inclinar para o campo da centro-esquerda no espectro político brasileiro, mas acabou verbalizando se situar na corrente centro-direita.

Por que esse detalhe merece atenção? A posição é indicativa de que Hugo não se associará à oposição barulhenta ao governo Lula, preferindo se anunciar independente, que deverá ser a posição do Republicanos, mas admitindo diálogo até para integrar o governo, dependendo de convite, proposta e propósito. Sinaliza também que, do ponto de vista pessoal, Hugo Motta deverá militar no centro político, apostando no fim da polarização e do radicalismo, que, efetivamente, pode ser o caminho da política nacional.

Outro ponto diz respeito à visão sobre os partidos políticos com atuação na Paraíba. Para Hugo Motta, já tem partido familiar demais e seria o momento de valorizar a legenda de militância política mais ampla, reunindo e sempre priorizando o diálogo com as várias correntes. Essa visão já teria sido adotada na hora da decisão de deixar os quadros do MDB e optar pela filiação ao Republicanos. Em 2020, a sigla já elegeu 18 prefeitos e, agora, a maior bancada federal e maior bancada estadual.

A ideia é construir um partido com a participação dos deputados federais e estaduais, prefeitos e lideranças municipais nas decisões da legenda, sem as surpresas de intervenção, mudanças de comissões provisórias de última hora e imposições de candidatos em períodos eleitorais.

A sinalização é de que Hugo já percebeu que o modelo partidário familiar adotado na Paraíba não gera confiança nas relações entre partidos e com a sociedade e que um relacionamento mais confiável pode gerar e consolidar uma grande força política no Estado. A recente eleição deu provas que existe acerto na articulação do Republicanos.

O terceiro ponto é o referente ao projeto pessoal e partidário de Hugo Motta. Parece haver certeza do protagonismo do Republicanos, com ele à frente, e já para 2026. O Republicanos quer vaga na chapa majoritária (governador ou senador), tendo consciência de que o plano precisa ser consolidado nas eleições municipais de 2024.

Nesse ponto, o que se revela é um político experiente, apesar de contar apenas 33 anos. Hugo não revela mais a pressa da juventude. Talvez porque esteja fazendo uma leitura bastante clara do momento político do Estado, aberto para um exorável processo de renovação geracional. Assim, talvez seja preciso apenas seguir o curso favorável.

Pode-se achar que Hugo, por conta da juventude, poderia ser mais progressista, ou criticá-lo por suas antigas relações com a cúpula nacional do MDB, com destaque aí para o ex-presidente Michel Temer e Eduardo Cunha, mas não se pode dizer que ele não tenha a exata noção do que precisa fazer para se transformar num protagonista da política da Paraíba nos próximos anos, muito provavelmente com o exercício da função de governador em seu signo.

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Tentação equivocada e contradição da esquerda

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Redação do Portal da Capital

* Por Josival Pereira

Portais e blogs replicaram declarações do deputado Anísio Maia (PSB) a uma emissora de rádio na Capital, na última segunda-feira, acusando as Forças Armadas  de complacência com as manifestações contra o resultado das eleições.

Dois trechos da entrevista exprimem a dimensão do pensamento do parlamentar:

 2 “A função das Forças Armadas é garantir a soberania nacional contra ameaças externas. Não cabe dar palpite sobre eleições”.

As declarações de Anísio, segundo ele próprio, se fundamentam no fato de que as manifestações seriam antidemocráticas e, portanto, ilícitas.

Na verdade, são muitos os juristas, analistas e autoridades, inclusive muitas aliadas do presidente Jair Bolsonaro, que avaliam as manifestações como ilícitas por violarem dispositivos previstos no ordenamento jurídico nacional, especialmente o de atentar contra o sistema democrático e tentar interromper o processo eleitoral.

Assim, à primeira vista, o deputado Anísio Maia teria razão em seus protestos. Mas talvez seja preciso uma reflexão mais ampla da situação. Talvez o parlamentar esteja caindo numa tentação equivocada. O problema é que ele comete, assim como diversos seguidores da esquerda nacional, uma grave contradição. Defender que o Exército atue para proibir ou dissolver as manifestações é a mesma coisa que legitimar o pensamento da direita autoritária de que as Forças Armadas podem agir para estabelecer a lei e a ordem no país a qualquer hora. É autorizar as forças militares a intervirem quando entenderem que a democracia se acha ameaçada por manifestações.

Não cabe ao Exército ou às Forças Armadas, conforme a Constituição, decidir o que é crime ou não, se uma manifestação viola à Constituição ou não. Essa função é da Justiça. Uma possível atuação das Forças Armadas ou outra força de segurança para estabelecer a lei e ordem deve, antes, ser autorizada e chancelada pela Justiça em devido processo legal. É assim que a coisa é estruturada na Constituição. Só assim a democracia estaria plenamente respeitada.

A esquerda ou parte dela precisa pensar duas diante da tentação de querer ou pedir a dispersão das aglemarações de bolsonaristas em frente aos quartéis.

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