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Gafi avalia positivamente o sistema de prevenção à lavagem de dinheiro do Brasil; especialistas alertam

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O foco da lavagem de dinheiro tem se tornado uma preocupação global, exigindo conjunto de esforços para prevenir e combater essa prática delituosa. Recentemente, o Grupo de Ação Financeira (GAFI), em sua plenária em Paris, avaliou o sistema brasileiro de prevenção à lavagem de dinheiro, destacando o papel crucial do Brasil nesse cenário internacional.

O relatório divulgado pelo GAFI ressalta a importância de fortalecer medidas coletivas para prevenir a lavagem de dinheiro em escala mundial. Apesar da avaliação positiva do Brasil, o advogado e professor doutor em Direito Penal, Romulo Palitot alerta que há um longo caminho a percorrer, instando à adoção de novas medidas de prevenção para reduzir os custos operacionais e fortalecer a capacidade de combate ao crime.

“A ameaça persistente da lavagem de dinheiro ao sistema financeiro exige constantes aprimoramentos nos mecanismos de prevenção, detecção e punição. É muito importante a atuação conjunta de órgãos de fiscalização e repressão para evitar que valores ilícitos se integrem ao sistema financeiro, conferindo-lhes uma falsa aparência de licitude”, destaca Palitot.

Já a advogada e mestranda em Direito, Christiane Araruna lembra que a evolução da delinquência, com organizações criminosas atuando como empresas estruturadas, desafiando fronteiras e legislações. Para ela, a crescente complexidade do crime, impulsionada pela tecnologia, requer avanços na prevenção virtual, ainda incipiente, para garantir a proteção da ordem socioeconômica.

“A criminalidade organizada, alimentada por transações cibernéticas, exige a necessidade urgente de medidas de combate e prevenção no cenário virtual. A cooperação internacional se torna vital, para prevenir e reprimir o poderio econômico dos agentes delitivos em uma era de fluxos financeiros transnacionais”, afirma Christiane.

O comunicado do GAFI destaca a importância da recuperação de ativos no combate à lavagem de dinheiro, impulsionando o Brasil a intensificar seus esforços nesse sentido. No último dia 8 de novembro, o ministro da Justiça e Segurança, Flávio Dino, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, assinaram um acordo para a criação do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), fortalecendo a cooperação técnica nesse combate.

Tanto para Romulo quanto para Christiane, apesar dos avanços, o desafio persiste, exigindo contínuo aprimoramento dos mecanismos de prevenção. O cenário dinâmico da lavagem de dinheiro demanda respostas vanguardistas, especialmente diante da inovação constante por parte dos agentes branqueadores. O aperfeiçoamento tecnológico e as novas técnicas utilizadas exigem uma abordagem proativa.

“Mesmo com a avaliação positiva do aprimoramento do regime de Prevenção à lavagem de dinheiro-PLD, é evidente a necessidade de um controle ainda mais eficaz. Reforçar a cooperação e coordenação entre órgãos de fiscalização, combate e repressão é crucial. As consequências negativas da lavagem de dinheiro para a sociedade e o Estado ressaltam a importância premente de medidas que assegurem uma prevenção robusta e eficiente”, reforçam os advogados.

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Gervásio pede urgência na votação de projeto que beneficia assistentes sociais

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O deputado federal, Gervásio Maia (PSB), protocolou um requerimento na Câmara dos Deputados para que seja votada a urgência do Projeto de Lei 2635/2020, de sua autoria, que institui Dia Nacional do Assistente Social e garante direitos trabalhistas fundamentais para os profissionais da área. O pedido foi encaminhado em parceria com a deputada federal, Lídice da Mata (PSB).

O projeto já foi aprovado na Comissão de Trabalho e aguarda análise da Comissão de Previdência, mas se aprovada a urgência, a proposta será votada no Plenário da Casa.

A iniciativa de Gervásio busca aperfeiçoar a regulamentação da jornada de trabalho de 30 horas semanais dos profissionais de assistência social vinculados à administração pública.

Outra medida importante prevista no texto é a garantia de um desconto de 50% sobre a anuidade dos profissionais de Assistência Social em anos de emergência de saúde pública, decorrente de pandemia reconhecida pela OMS.

“Os assistentes sociais desempenham um papel crucial no serviço público, sendo responsáveis por planejar, executar, monitorar e avaliar ações que visam atender às necessidades sociais, como desemprego, moradia, violência, desigualdade social, saúde e educação”, reforçou o deputado.

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66,7% dos profissionais de saúde já sofreram agressão; médica defende criação do Observatório

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Dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) apontam que 66,7% dos profissionais de saúde de países latino-americanos afirmaram já ter sofrido algum tipo de agressão no local de trabalho. Já estudo conduzido pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Associação Paulista de Medicina (APM) revela que seis em cada 10 médicas já sofreram assédio sexual ou moral no Brasil.

Preocupada com os crescentes casos de violência contra a classe, a candidata a conselheira do Conselho Federal de Medicina, médica Annelise Meneguesso, propõe a criação de um Observatório Nacional de Violência contra Médicos e implantação de Delegacias de Crimes Relacionados à Saúde nos estados.

“Precisamos combater a violência contra os médicos no seu ambiente de trabalho, mas para atuar de forma assertiva carecemos de dados e hoje não temos esse mapeamento. Por isso, uma das nossas propostas é a criação de um observatório que irá abrigar e catalogar por tipo todos os casos de violência contra médicos. Além de prevenção e punição, defendemos que o CFM ofereça suporte psicológico e apoio jurídico”, disse.

A candidata a conselheira pela Chapa 2, Annelise Meneguesso defende a realização de campanhas para conscientizar a população sobre a importância do médico. Ela destacou ainda que a pesquisa da OPAS apontou que 3/4 das agressões aconteceram em instituições públicas de saúde e as motivações foram a demora no atendimento (44,2%) e falta de recursos para o cuidado (28,2%).

“Entendo que as pessoas procuram o médico quando estão em momento de fragilidade, mas nós também somos seres humanos que temos problemas, que convivemos com cansaço e com a falta de estrutura para realizar atendimentos”, destacou Annelise.

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TCU: relatoria de Vitalzinho aponta distorção de valor de R$ 33,4 bi no Balanço Geral da União 2023

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O Tribunal de Contas da União (TCU) apreciou as Demonstrações Contábeis Consolidadas da União, conhecidas como Balanço Geral da União (BGU), do exercício de 2023. O objetivo é emitir opinião sobre se essas demonstrações apresentam adequadamente a posição patrimonial e financeira em 31/12/2023 e a execução orçamentária da União do exercício findo nessa data.

O volume de recursos fiscalizados pelo TCU registrou o montante de R$ 14,5 trilhões, na perspectiva patrimonial, a qual considera os bens e direitos, as obrigações e o patrimônio líquido da União; e de R$ 4,7 trilhões, na perspectiva orçamentária, que engloba as despesas empenhadas e as receitas arrecadadas.

A fiscalização subsidiou a elaboração do Capítulo 5 do Relatório sobre as Contas do Presidente da República relativas ao exercício de 2023 e a emissão do respectivo Parecer Prévio, aprovado em 7/6/2023, por meio do Acórdão 1126/2023-Plenário.

A emissão do Parecer Prévio pelo TCU está fundamentada na Constituição Federal de 1988, que reserva para o Tribunal de Contas da União a missão de apreciar e emitir parecer prévio conclusivo acerca das contas prestadas anualmente pelo Presidente da República. Trata-se de etapa fundamental no processo de controle externo da gestão pública brasileira, pois oferece ao Poder Legislativo elementos técnicos essenciais para o julgamento das contas do chefe do Poder Executivo.

A auditoria constatou distorção de valor de R$ 33,4 bilhões em transações Intra Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social (OFSS) não excluído nos demonstrativos consolidados do exercício de 2023. Essa distorção foi verificada durante os exames de auditoria relativos ao terceiro trimestre de 2023 e comunicada à Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Em decorrência das constatações, o TCU recomendou à STN que adote as medidas necessárias a fim de aprimorar o processo de consolidação, visando reduzir os saldos de transações intragrupo das demonstrações consolidadas da União até que sejam considerados imateriais. Não pode haver comprometimento do equilíbrio dessas demonstrações e não deve haver impacto na composição patrimonial ou no resultado patrimonial da União.

O relator do processo é o ministro Vital do Rêgo. A unidade técnica do TCU responsável pela fiscalização foi a Unidade de Auditoria Especializada em Certificação de Contas (AudFinanceira) vinculada à Secretaria de Controle Externo de Contas Públicas (SecexContas).

Clique aqui e confira a íntegra da decisão.

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