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Marconi Perillo diz a Tasso que vai disputar comando do PSDB

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O governador de Goiás, Marconi Perillo, deu uma pausa na agenda estadual nesta quarta-feira (1º) para comunicar pessoalmente ao senador Tasso Jereissati (CE), presidente interino do PSDB, que vai disputar a presidência da legenda no final do ano. O comando tucano está nas mãos de Tasso desde maio, quando o então comandante tucano, senador Aécio Neves (MG), foi alvejado por delações da JBS e, em razão das acusações, foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva e obstrução de Justiça pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O tucano foi gravado pedindo R$ 2 milhões a um dos donos da empresa, Joesley Batista, dinheiro que investigadores dizem ser fruto de propina, informa reportagem de Fábio Góis, do Congresso em Foco.

Perillo foi ao encontro de Tasso em seu gabinete no Senado. Segundo o senador, o comando tucano definirá os candidatos em 9 de dezembro, em convenção partidária. Depois de trocarem elogios, os caciques resolveram falar sobre a sucessão de Aécio, que ainda exerce forte influência no PSDB, principalmente na bancada do Senado. O governador foi expressar a Tasso, que não descartou concorrer ao comando tucano, ”o desejo de trabalhar mais um pouco pelo partido”.

“Mas, respeitando o senador Tasso como presidente do partido, como uma liderança muito importante. E, sobretudo, nos entendemos que, daqui para frente, vamos conversar muito com os segmentos do partido na busca da unidade. Esse é o propósito dele e o meu propósito. Informei ao presidente o meu desejo. Não poderia procurar as bancadas, os outros líderes do partidos se eu não viesse primeiro aqui para dizer a ele de meu desejo, meu interesse, minha intenção em colaborar com o partido como candidato à presidência”, declarou Perillo, após a reunião com Tasso.

Mas, ao fim do encontro, ficou claro que o próprio senador pode colocar seu nome a voto e, a depender da maioria dos correligionários, permanecer no comando tucano. “Ele [Tasso] me disse mais: quando eu tomei essa decisão, no início do ano, se ela se deu também em razão de, fundamentalmente, até então e até agora ele não disse que é candidato. Nós conversamos longamente e ele não disse que seria candidato. E eu me coloquei como candidato”, acrescentou o governador goiano, acrescentando que o cardápio do encontro incluiu o resgate da juventude do PSDB, majoritariamente contrária ao governo Temer, e a militância do partido em nível nacional.

Marconi disse ainda ter solicitado um encontro com as bancadas do PSDB no Senado e na Câmara, já para a próxima semana. “Teremos outras conversas, na próxima semana, no sentido de buscar a unidade. Ele já colocou claro, aqui, que o objetivo dele e o meu não é ficar disputando. Nosso objetivo é a unidade e, se depender de mim, vamos construir essa unidade”, discursou Perillo.

O próprio Tasso não descartou a candidatura à permanência no comando do PSDB. “Eu não me coloquei como candidato em nenhum momento. No entanto – e falei com o governador –, tenho uma identidade política muito forte com determinadas ideias que, hoje, têm diferenças internas, dentro do partido. Não propriamente entre o governador e eu, mas nas correntes do partido. Essas correntes e ideias é que vão prevalecer sobre qual candidatura está absolutamente de acordo”, declarou o senador, cogitando ainda uma improvável candidatura única. “Se as ideias são as mesmas, nada impede que saia um nome só.”

Racha no ninho

Marconi Perillo é um dos principais aliados de Aécio no grupo governista que defende a manutenção do PSDB, que tem quatro ministérios, na base de apoio ao governo Michel Temer – que, a exemplo de Aécio, também foi acusado pela PGR pelos crimes atribuídos ao tucano, além de organização criminosa, todos os três com investigação barrada pela Câmara nos últimos meses. Por outro lado, Tasso lidera a ala tucana que quer o fim da aliança com o governo peemedebista, situação que tem aprofundado o racha no partido à medida que se aproximam as eleições de 2018 e se avolumam as denúncias de corrupção na gestão Temer.

Em um episódio ocorrido nesta semana, o acirramento dos ânimos no PSDB foi escancarado em reunião na residência oficial do líder do partido na Câmara, Ricardo Trípoli (SP), com parlamentares tucanos. Na ocasião, uma minoria favorável a Aécio se rebelou contra Tasso em razão de um pesquisa por ele encomendada à empresa Ideia Big Data, na figura do publicitário Moriael Paiva, para expor o plano de reformulação da comunicação do partido – o grupo atuou nas campanhas do PT para a Presidência da República e para o governo de Minas Gerais, no pleito de 2014.

Segundo o noticiário, deputados mineiros goianos, como Domingos Sávio e Giusepe Vechi, respectivamente, confrontaram Tasso. As divergências quase resultaram em agressões físicas, segundo relataram tucanos que estavam na reunião. “Esse senhor [Moriael] e essa empresa [Ideia Big Data] usaram métodos criminosos contra o PSDB e ajudaram a inviabilizar a eleição de Aécio à Presidência”, reclamou Domingos, de acordo com o jornal O Globo. “A gota d’água aconteceu quando Tasso foi confrontado pelo deputado Giusepe Vechi, que perguntou se ele estava aproveitando para lançar esse plano estratégico de comunicação a 40 dias da convenção e se candidatar a presidente do partido.”

“Esse assunto não está na pauta, não tenho que responder sobre isso agora. Não vim aqui para isso!”, respondeu Tasso, ainda segundo a reportagem. O texto assinado pela repórter Maria Lima registra uma fala do deputado Otávio Leite (RJ) que resume a situação no tucanato. “Foi um conflito que eu nunca vivenciei antes no PSDB. Nunca vi uma corda tão esticada, uma atitude tão beligerante, perderam a razão. Se as grandes lideranças do PSDB não entrarem em campo para uma unificação, estamos a beira de uma ruptura geral.”

A exemplo de Aécio, Perillo é um dos governadores investigados na Operação Lava Jato, acusado de receber doações via caixa dois, nas campanhas de 2010 e 2014, que somaram cerca de R$ 8 milhões. A acusação consta do pacote de delações da Odebrecht tornadas públicas em abril, em depoimentos concedidos ao Ministério Público Federal por um dos operadores da empresa, Ricardo Roth; pelo ex-presidente da Odebrecht Ambiental, Fernando Reis; e pelos ex-diretores João Pacífico e Alexandre Barradas.

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Morre a jornalista e apresentadora Glória Maria

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Redação do Portal da Capital

Morreu na manhã desta quinta-feira (2), aos 73 anos, a jornalista e apresentadora Glória Maria, em decorrência de um câncer no cérebro. Ela estava internada no hospital Copa Star, na zona Sul do Rio. Glória deixa duas filhas, Maria e Laura.

Em 2019, Gloria Maria passou por uma cirurgia de emergência para a retirada de um tumor no cérebro, descoberto repentinamente, após um desmaio. Depois da cirurgia, a apresentadora vinha fazendo tratamento com radioterapia e imunoterapia.

A jornalista estava afastada do “Globo Repórter” há mais de três meses, por conta do tratamento. O último programa apresentado por ela foi a edição do dia 5 de agosto de 2022. Ela trabalhava no “Globo Repórter” há 12 anos.

Nascida em Vila Isabel, zona Norte do Rio, filha do alfaiate Cosme Braga da Silva e da dona de casa Edna Alves Matta, Glória Maria Matta da Silva se formou em jornalismo na Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) e entrou na TV Globo como rádio-escuta na editoria Rio da emissora. Mais tarde, foi efetivada como repórter. Sua primeira entrada ao vivo foi em 1971, na cobertura do desabamento do Elevado Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro. Ela também foi a primeira repórter a entrar ao vivo na primeira matéria a cores do “Jornal Nacional”, em 1977.

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Um dia após perder o foro privilegiado, Daniel Silveira é preso pela PF

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Redação do Portal da Capital

O ex-deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) foi detido hoje em Petrópolis (60 km do Rio) por descumprimento de medida cautelar. A prisão foi determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

A informação foi divulgada inicialmente pelo canal Globo News e confirmada pelo UOL com fontes da Polícia Federal. A reportagem tenta contato com a defesa e a assessoria do ex-parlamentar.

Silveira se candidatou ao Senado no ano passado, mas não conseguiu se eleger, apesar de ter recebido mais de 1,5 milhão de votos. Como ontem foi o início da nova legislatura, ele perdeu o foro privilegiado.

Após as eleições, ele aceitou um convite para assumir a chefia do gabinete do senador Magno Malta (PL-ES).

No ano passado, Silveira foi condenado pelo STF a oito anos e nove meses de prisão pelos crimes de tentativa de impedir o livre exercício dos poderes e coação em processo judicial. No dia seguinte, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) concedeu perdão a ele.

Mais informações em instantes.

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Senador renuncia e diz que Bolsonaro tentou coagi-lo a dar um golpe

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Redação do Portal da Capital

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) anunciou na madrugada desta quinta-feira (2) sua renúncia ao mandato e disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou coagi-lo a dar um golpe para seguir no Palácio do Planalto.

“Eu ficava puto quando me chamavam de bolsonarista. Vocês me esperem que vou soltar uma bomba. Sexta-feira vai sair na Veja a tentativa de Bolsonaro de me coagir para que eu pudesse dar um golpe de estado junto com ele, só para vocês terem ideia. E é logico que eu denunciei”, disse o senador.

A declaração foi dada durante uma live em suas redes sociais. Ele não deu mais nenhum detalhe sobre o que teria sido essa pressão do ex-presidente sobre o tema.

Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o final do ano passado e ainda não se manifestou sobre a declaração do senador.

O ex-presidente é alvo de diferentes ações que pedem a sua inelegibilidade por abuso de poder nas eleições e também está mira de apurações sobre os ataques de 8 de janeiro como tendo sido o seu principal incentivador por causa de inúmeras declarações golpistas ao longo do mandato (2019-2022).

Bolsonaro pediu um visto de turista para permanecer mais tempo nos Estados Unidos, onde está desde o fim do ano passado, segundo seus advogados.

Ele afirmou nesta terça-feira que vai ficar mais tempo no país. “Estou há 30 dias aqui, pretendo ficar por mais algum tempo. Não tenho certeza quanto tempo ainda. Estou com muita saudades do meu país.”

Marcos do Val, em suas redes, também escreveu nesta madrugada sobre a sua renúncia ao mandato no Senado, mas sem citar Bolsonaro.

“Após quatro anos de dedicação exclusiva como senador pelo Espírito Santo, chegando a sofrer um princípio de infarto, venho através desta, comunicar a todos os capixabas a minha saída definitivamente da política.”

“Perdi a convivência com a minha família em especial com minha filha. Não adianta ser transparente, honesto e lutar por um Brasil melhor, sem os ataques e as ofensas que seguem da mesma forma. Nos próximos dias, darei entrada no pedido de afastamento do senado e voltarei para a minha carreira nos EUA.”

“Nada existe de grandioso sem paixão. Essa paixão não estou tendo mais em mim. As ofensas que tenho vivenciado, estão sendo muito pesado para a minha família. Que Deus conforte os corações de todos os meus eleitores. Desculpem, mas meu tempo, a minha saúde até a minha paciência já não estão mais em mim! Por mais que doa, o adeus é a melhor solução para acalmar o meu coração…”

Nesta semana, em seu primeiro evento público desde que deixou o Brasil, Bolsonaro afirmou que o novo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não vai durar muito tempo”, disse que houve injustiça nos processos dos ataques em Brasília em 8 de janeiro e afirmou que permanecerá no país por mais tempo.

“Pode ter certeza, em pouco tempo teremos notícias. Por si só, se esse governo [Lula] continuar na linha que demonstrou nesses primeiros 30 dias, não vai durar muito tempo”, disse, sem deixar claro se estava se referindo a um eventual processo de impeachment, por exemplo.

Também nesta semana o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a Polícia Federal a interrogar o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sobre a minuta de um decreto para Bolsonaro instaurar estado de defesa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Uma cópia do documento foi encontrada pela PF há três semanas na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, como revelou a Folha.

Torres, que também foi secretário da Segurança Pública no DF, é alvo de investigação que apura eventual omissão de autoridades públicas sobre os ataques golpistas do dia 8 de janeiro.

O ministro estabeleceu cinco dias de prazo para que a PF cumpra a providência. Procurado por intermédio de sua assessoria, Valdemar não comentou o assunto.

Em entrevista ao jornal O Globo, Valdemar disse que diversos membros e interlocutores do governo Bolsonaro tinham, em suas casas, propostas similares à minuta do golpe.

“Aquela proposta que tinha na casa do ministro da Justiça, isso tinha na casa de todo mundo”, disse, acrescentando que Bolsonaro “não quis fazer nada fora da lei”.

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