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Desafio do 2° governo João é acelerar ações

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* Por Josival Pereira\

Quais os principais desafios ou compromissos do governador João Azevedo para seu segundo mandato, que está começando agora?

Uma relação de promessas assumidas pelo governador, divulgadas nessa segunda-feira feira num portal de notícias do Estado (G1 Paraíba), mostra que o candidato João Azevedo foi muito econômico na campanha. Das 24 promessas elencadas, apenas 5 demandam mais recursos e esforços: Hospital de Clínicas e Maternidade de Campina Grande, Hospital de Clínicas e Traumatologia do Sertão, ampliação do saneamento no Estado, instalação de centrais de comercialização do agronegócio e construção da Vila Parahyba em Guarabira.

O resto se  trata de expansão ou ampliação de programas do governo, concursos ou implantação de planos de cargos e salários. Quase tudo dá para realizar com certa facilidade.
Mas os desafios do governador João Azevedo, com certeza, não são esses dessa relação de promessas.

O segundo governo João Azevedo tem a obrigação de concluir os projetos de abastecimentos iniciados e anunciados para o Curimataú, Cariri e Brejo. Esse do Curimataú está bem atrasadinho.

Em entrevistas agora, por ocasião da posse, o próprio governador relacionou importantes projetos de mobilidade anunciados para a área da grande João Pessoa, que se fazem exigência: vias de ligação do Distrito Industrial com Bayeux e Santa Rita, via de ligação da UFPB com o Altiplano, viaduto da Ceasa, ponte das Três Ruas para a UFPB, viaduto sobre BR-101 e um sistema de transporte ainda não detalhado.

Em ralação à região metropolitana da Capital, não deixa de ser um desafio do segundo mandato de João Azevedo a concretização do projeto turístico Cabo Branco, que não suporta mais promessa.

Pouco tem se mencionado, mas o governo do Estado tem obras pendentes que são desafios em Campina Grande, como o Centro de Convenções e o Arco Metropolitano.

No guia eleitoral, o então candidato Lula anunciou que o governador João Azevedo o havia feito três pedidos: o terceiro eixo da Transposição do São Francisco (Piancó), a duplicação da BR-230 e a ampliação do programa Tá na Mesa. São promessas de Lula, mas são compromissos de João.

Nesse quesito de rodovias, o governador da Paraíba precisa  usar sua autoridade e prestígio em Brasília para fazer concluir a triplicação do trecho da BR-230 de Cabedelo a Santa Rita.

O segundo governo João Azevedo tem ainda o compromisso de fazer a Paraíba continuar sendo território de grandes projetos de energias renováveis, como os que já existem ou estão em implantação em Santa Luzia e Coremas; grandes centros de distribuição e sede de um polo de fabricação de móveis, como anunciado em 2022.

E não dá para esquecer que se faz necessário a conclusão das mais de 200 creches conveniadas com os municípios, a expansão do ensino integral, a conclusão da dragagem do Porto de Cabedelo com uma redefinição do seu papel e a instalação do centro de tecnologia de João Pessoa (Horizonte da Tecnologia), que bem poderia ganhar versões em outras regiões do Estado.

Como se nota, boa parte dos grandes desafios do  segundo governo João Azevedo é de obras que já foram iniciadas e anunciadas e que cobram conclusão ou solução. O que o governo precisa é de aceleração de suas ações.

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PEC das praias não fala em privatização, mas é perigo em todos os sentidos

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Redação do Portal da Capital

*Por Josival Pereira 

Grupos parlamentares, que atualmente constituem maioria, não param de advogar em defesa e benefício de interesses privados ou de segmentos da elite brasileira no Congresso Nacional. Feito gigantesco e assustador rolo compressor, a ordem da atual composição majoritária do parlamento nacional tem sido a de assegurar mais direitos e privilégios a grandes setores e grupos econômicos quase sempre em detrimento do Estado e das comadas maias pobres da população.

A polêmica em torno da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) das praias, que estabelece o repasse de parte dos terrenos de marinha para proprietários privados e a gestão de Estados e Municípios, se inscreve nesse triste contexto da atual quadra da história do Congresso Nacional.

A PEC que está em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, sob a relatoria do senador Flávio Bolsonaro, é, antes de tudo, a emenda constitucional dos ricos. É talhada para, em primeiro plano, favorecer alguns milhares de pessoas da classe média alta para cima, empresários com negócios já estabelecidos à beira-mar e, em escala de negócios, ao turismo sem limites e à especulação imobiliária desenfreada, com bilhões e bilhões envolvidos.

Os números por si só denunciam as malévolas intenções por traz dessa proposta de emenda à Constituição. Os terrenos de marinha, segundo estimativas da União, valem R$213 bilhões. Esses terrenos são de propriedade da União (não da Marinha, uma das três Forças Armadas, como muitas vezes são entendidos) e o controle e gestão são mantidos pela SPU (Secretaria de Gestão do Patrimônio da União), que estima a existência de 2,9 milhões de imóveis em terrenos de marinha, embora estejam cadastrados apenas 565 mil. A ocupação desses terrenos por moradores, comércio e indústria gerou em 2003 R$1,1 bilhão de receitas relativas ao pagamento de foro aos cofres de União. Até o momento, estaria demarcada uma área de 15 mil quilômetros, mas a SPU estima que ainda há 45 mil quilômetros de extensão de terrenos de marinha a serem demarcados (o conceito de terreno de marinha vale também às margens de rios lagos de domínio da União).

Uma rápida leitura dos números já é suficiente para a compreensão do movediço lamaçal no qual os abutres podem chafurdar, antes mesmo de se pensar no pior, ou seja, a privatização das praias, temor no qual deságuam todas as preocupações em relação á PEC em tramitação no Senado. A perspectiva que se descortina é a de repasse aos municípios de grandes áreas não demarcadas e vai-se legalizar milhares de imóveis que nem são cadastrados, o que, certamente, significaria a legalização de graves irregularidades. Todas negociadas nas prefeituras. Bandalheira à vista.

O senador Flávio Bolsonaro, relator da PEC no Senado, tem usado, em entrevistas, a favela conhecida como Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, como exemplo que a emenda proporcionaria benefícios aos mais pobres, com a regularização da propriedade de terrenos e moradias em terrenos de marinha. Evidente que existem muitas outras comunidades de pescadores e ribeirinhos a serem beneficiadas, mas o grosso dos contemplados é de detentores da posse de casas à beira-mar e empreendimentos empresariais os mais diversos, além de áreas propícias a grandes negócios. O próprio Flávio Bolsonaro deixou escapar o que talvez tenha sido a verdadeira inspiração da PEC das praias ou da retomada de sua tramitação no momento. Vejam o que ele disse e que ganhou certa repercussão em parte da imprensa: “Agora pegue aí uma ilha como a de Florianópolis, pegue as áreas portuárias que nós temos abandonadas, verdadeiros cortiços no litoral brasileiro sem nenhuma conservação, sem nada, pontos absolutamente apodrecidos, destruídos, que poderiam ser áreas nobres da cidade”. Aqui o interesse é o da especulação imobiliária, sempre em benefício de grandes negócios.

Além disso, não dá para esquecer discursos do pai do senador, Jair Bolsonaro, ainda na campanha e na presidência da República, defendendo a revogação de decretos para permitir a destinação de trechos de praia em Angra dos Reis para empresários árabes construírem nossa Cancún. Existe ainda uma live do então ministro Paulo Guedes na qual ele revela uma oferta de R$ 1 bilhão por um trecho de praia em Angra para construção de resorts. Aqui, a ideia é de privatização de trechos de praias, pura e simplesmente. Vê-se que o perigo já ronda há bastante tempo.

É preciso se registrar, porém, que o texto da PEC, em verdade, não fala em privatização. Permite a venda dos terrenos ocupados aos detentores da posse, com desconto do que já foi pago como foreiros; abre brecha para legalização de terrenos não cadastrados, mas ocupados de boa-fé, e transfere para Estados e Municípios as áreas de terrenos de marinha já ocupados, o que representaria praticamente todos os terrenos próximos a cidades ou povoações no litoral.

Cientistas, técnicos da SPU e ambientalistas não têm dúvidas em apontar que a PEC das praias sobrepõe o interesse privado ao público, ameaça os ecossistemas costeiros, vai agravar a erosão e põe em risco a sobrevivência de povos e comunidades tradicionais. Essas já seriam razões mais do que suficientes para não permitir o avanço dessa emenda no Congresso, mas existe ainda estudos indicando que a aprovação do referida texto favorece o cerceamento e à privatização de praias.

Sobre esse temor, há pertinência. Sem qualquer brecha legal, já existem muitos trechos de praias privatizados no Brasil, cercados e ocupados por resorts ou áreas de mansões. Imagina, então, com a gestão afrouxada de municípios!

Diante desses perigos, talvez fosse o caso de se lutar para inclusão na Constituição brasileira do texto do artigo 10, da Lei 7.661, de maio de 1.986, que instituiu o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, e que tem o seguinte teor: “As praias são bens públicos de uso comum do povo, sendo assegurado, sempre, livre e franco acesso a elas e ao mar, em qualquer direção e sentido, ressalvados trechos considerados de interesse da segurança nacional ou incluídas em áreas protegidas por legislação específica”.

Poderia ser uma solução, mas nunca que os defensores da PEC das praias terão esse discernimento e coragem.

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Descubra mitos e verdades sobre suplementação com creatina

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Redação do Portal da Capital
A creatina é um dos suplementos mais utilizados por aqueles que buscam o melhor desempenho em treinos intensos. Produzido no organismo pelos rins, pâncreas e fígado, a partir do consumo dos aminoácidos: glicina, metionina e arginina, a creatina é responsável pela formação de energia para o corpo.
Segundo a nutricionista Byanka Melo, especialista em esporte e emagrecimento, com os estudos foram descobertos benefícios na prática de esportes. “A creatina atua na performance muscular, para melhorar o desempenho do treino, no ganho de massa muscular, além de ajudar na recuperação pós-treino e na prevenção de lesões,” ressalta a nutricionista.
Confira mitos e verdades sobre a suplementação com a creatina:
A creatina auxilia na cognição mental: Verdade.  Além de seus efeitos nos músculos, a creatina pode ajudar a manter a saúde cognitiva. A creatina também ajuda o cérebro na memória, cognição e fadiga mental.
A creatina pode causar ganho de peso: Mito. O ganho de peso associado à creatina é geralmente devido ao aumento da retenção de água nos músculos e ao aumento da massa muscular magra, não ao ganho de gordura.
Idosos e adolescentes podem utilizar a creatina:  Verdade. Todos podem fazer suplementação com creatina. A dose deve ser ajustada conforme o objetivo do uso e o nível de atividade física praticada. De modo geral, são indicados de 3 a 6g de por dia.
A creatina é um esteróide: Mito. A creatina não é um esteróide. Ela é um composto natural encontrado em pequenas quantidades em alimentos como carne e peixe, e também é produzida pelo corpo humano.
A creatina pode ser encontrada em fontes alimentares: Verdade. A creatina está presente em fontes alimentares como leites, carnes em geral e ovos (fontes animais). No entanto, para obter uma quantidade suficiente para alcançar os benefícios desejados, é necessário a suplementação.
Sobre Byanka Melo –  Especialista em esporte e emagrecimento, a nutricionista atende em duas unidades: Bian Clinique, localizada no Edifício Green Tower, na Avenida Senador Ruy Carneiro, sala 1002, em João Pessoa; e na Clínica Jailson Dantas, na Av. Oceano Atlântico, 211, Intermares, Cabedelo. Mais informações no instagram @bymelo ou no telefone (83) 99383-1786.

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Especialista em RH explica como o etarismo impacta a vida de trabalhadores experientes

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Redação do Portal da Capital
No cenário competitivo do mercado de trabalho, encontrar emprego se torna um desafio para muitos. Nesse contexto, o etarismo surge como uma questão agravante e cada vez mais presente e preocupante. Etarismo é o nome que se dá ao preconceito contra pessoas com base na sua idade – e os idosos são os que mais sofrem com essa situação no Brasil e no mundo. Pelo menos 86% da população acima dos 60 anos afirma já ter enfrentado algum tipo de preconceito em relação ao mercado de trabalho, independentemente de suas habilidades e experiências. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Grupo Croma, com base em dados da Oldiversity®. Essa situação se agravou durante a pandemia de covid-19, principalmente, entre o último trimestre de 2019 e o ano de 2020, no qual cerca de 800 mil profissionais com mais de 60 foram demitidos ou ficaram desocupados e à procura de trabalho de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Uma das causas para o etarismo acontecer nas empresas é pela rápida adoção de novas tecnologias e a busca por profissionais com habilidades específicas. Com isso, indivíduos com mais idade, muitas vezes, se vêem marginalizados nesse ambiente em constante transformação. De acordo com Márcia Peixoto, psicóloga especialista em Recursos Humanos e diretora da Roots Talent, empresa que presta assessoria em gestão de pessoas, o preconceito com a idade é uma realidade crescente no mercado e abrange já pessoas a partir de 45 anos. Para ela, a situação impacta  negativamente não apenas os profissionais mais experientes, mas também as empresas que perdem acesso a uma valiosa fonte de know how. “Na prática, a busca por talentos mais jovens muitas vezes se dá pelo desejo de injetar novas ideias, perspectivas e familiaridade com tecnologias emergentes. No entanto, essas decisões podem criar um desequilíbrio na força de trabalho e levar a lacunas no desenvolvimento de talentos e na continuidade operacional dentro das organizações”, detalha Márcia. Ela  destaca que o perfil do profissional com mais de 45 anos é de maturidade e foco no trabalho, além da experiência de vida.
Segundo ela, entretanto, o sofrimento causado pela incerteza na busca por uma oportunidade de emprego pode acarretar problemas como ansiedade, medo e insegurança. “O que acontece é que as pessoas não chegam nem a viver a dor, elas já antecipam esse processo de acordo com o avanço da idade e isso acaba gerando ansiedade pelo futuro e até outros problemas”, afirma.
Realidades – Muitos são os relatos de pessoas que vivenciam o medo e incertezas neste sentido. É o caso de José Antônio Silva, que tem 45 anos e, por mais de 15, trabalhou como entregador em uma distribuidora. Ele conta que se sentiu impotente por não conseguir emprego mesmo com tanta experiência. “Quando a empresa onde eu trabalhava foi fechada, não imaginava ter tanta dificuldade em conseguir uma nova ocupação na minha área. Me senti incapaz e preocupado por minha esposa ter que sustentar tudo sozinha”, conta o trabalhador que levou mais de dois anos até conseguir uma nova oportunidade, onde agora, presta serviços como entregador para uma indústria de comércio digital.
Por outro lado, Patrícia Costa tem 48 anos e há quatro anos trabalha como gerente administrativa em uma empresa do ramo imobiliário. A empresa  está em processo de contratação. Ela destaca que não chegou a vivenciar o problema do etarismo, mas percebe a importância de uma abordagem mais ampla na busca por novos profissionais. Ela conta que procura ter um olhar inclusivo na empresa em que trabalha. “É preciso abordar o etarismo de forma mais abrangente. Embora a pauta da inclusão tenha aumentado nos últimos anos, eu observo que este tema é negligenciado. É preciso reconhecer e valorizar profissionais de todas as idades, porque todos podem contribuir. Procuramos ter um olhar inclusivo durante os processos de seleção porque acreditamos na diversidade de idades, de experiências e de perspectivas”, afirma a gestora.
Boas práticas – Márcia Peixoto reforça a necessidade de se implantar políticas e práticas que promovam a igualdade em relação às oportunidades de emprego. Nesse contexto, é possível observar a importância da adoção de políticas de recrutamento e cultura organizacional que valorizem e promovam a diversidade etária, com uma nova abordagem de recrutamento baseada em habilidades e experiências, independente da idade. Confira algumas:
1. Eduque-se sobre o etarismo – A primeira etapa para combater o etarismo é entender o que ele é e como se manifesta na sociedade. Conhecer os estereótipos associados aos idosos é fundamental para desafiá-los e rompê-los.
2. Promova a conscientização – Compartilhe informações para educar amigos, familiares e colegas sobre a importância de combater a discriminação baseada na idade.
3. Não utilize linguagem discriminatória – Evite usar linguagem que reforce estereótipos relacionados à idade. Seja consciente da forma como se comunica sobre as pessoas mais velhas. Além disso, não permita que piadas ou comentários preconceituosos em relação aos idosos passem despercebidos. Conscientizar indivíduos com esse tipo de comportamento é mais um passo em direção a uma sociedade mais acolhedora com idosos.
4. Combata a invisibilidade – Valorize as contribuições dos idosos em sua comunidade e sociedade em geral. Sempre que possível, incentive a interação entre gerações para promover a compreensão mútua e a troca de experiências. Também, se abra às amizades intergeracionais, aprendendo com pessoas mais jovens e mais velhas.
5. Incentive a inclusão no local de trabalho – Empresas e empregadores podem desempenhar um papel fundamental na luta contra o etarismo. Se você tem uma empresa ou um cargo executivo/de recursos humanos, promova a diversidade etária no local de trabalho e oportunidades de desenvolvimento para os funcionários mais velhos.

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