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Relator no STF vota para permitir demissão sem justa causa de funcionário estatal

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), considerou como constitucional a demissão sem a necessidade de motivação de trabalhadores concursados de empresas públicas e de sociedade de economia mista. Relator do caso que começou a ser julgado pela Corte nesta quarta-feira, 7, ele entendeu que a necessidade de motivação poderia afetar o princípio da eficiência.

“Retirar essa possibilidade do gestor será tirar um instrumento de concorrência”, afirmou. Ele foi o único a votar nesta quarta. O julgamento deverá ser retomado nesta quinta-feira, 8. A discussão trata de funcionários submetidos ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e não dos servidores públicos protegidos por estabilidade.

De acordo com esta matéria publicada pelo Estadão, o processo chegou ao Supremo por meio de um recurso ajuizado por trabalhadores do Banco do Brasil contra decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que foi favorável à demissão imotivada. O caso, contudo, tem repercussão geral e vai afetar centenas de casos semelhantes na Justiça.

Moraes ressaltou que o Supremo não está discutindo a criação de uma nova forma de estabilidade. “O fato de exigir concurso público teve uma finalidade específica: garantir pleno acesso aos empregos públicos, igualdade de condições e afastar o favorecimento.”

Os autores do recurso pedem que o banco seja condenado a reintegrar os funcionários demitidos e a pagar o valor correspondente aos salários que deixaram de receber no período. O Banco do Brasil sustenta, por sua vez, que empresas públicas estão sujeitas ao regime jurídico das empresas privadas e, por isso, não há necessidade de motivação.

“O ingresso dentro do quadro de funcionários do BB se assemelha a de um servidor público, mas as partes do caso divergem se, na dispensa desse empregado, o processo de desligamento deve ocorrer sob as diretrizes da CLT ou se deve observância à Constituição, em relação à estabilidade e motivação na demissão”, explica o advogado trabalhista Leonardo Vieira, do Vieira e Serra Advogados.

Em 2018, o Supremo julgou um caso parecido, mas que se aplicava somente ao regime jurídico dos Correios, por ser uma estatal que presta serviço público em regime de monopólio. Na ocasião, os ministros entenderam que o ingresso por concurso público impõe a necessidade de motivação. Para Moraes, o processo discutido agora é diferente desse precedente.

“O caso dos Correios é uma excepcionalidade, porque é uma empresa prestadora de serviço público com exclusividade, e tem todas as características da administração direta: suas dívidas são pagas mediante precatório, desfruta de imunidade tributária”, afirmou.

Em manifestação enviada à Corte, a Advocacia-Geral da União (AGU) argumentou que o provimento do recurso pode acarretar sérios prejuízos aos cofres públicos, uma vez que provocaria “situação de desvantagem” às empresas públicas e sociedades de economia mista federais em relação às empresas privadas.

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“Legalização das drogas não é assunto para tribunais”, diz Efraim Filho

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O relator da PEC antidrogas, senador Efraim Filho (União Brasil), deu declaração ao Diário do Poder sobre o agendamento anunciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para ‘legislar’, autorizando o porte de drogas, na próxima quarta-feira (06/03).

De acordo com Efraim, a agenda deve acelerar a tramitação da propositura, de autoria do presidente da Casa Alta, Rodrigo Pacheco (PSD), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A matéria deve ser pautada no início da próxima semana.

Diante da ação do Supremo em movimentar um tema que estava paralisado há meses, o Senado deve acelerar o ritmo para a votação da PEC”, elencou o senador.

“Esse não é um tema pra ser decidido por tribunais, mas por aqueles que foram votados pela sociedade para representá-los na decisão de assuntos tão sensíveis ao cidadão e a família brasileira”, concluiu.

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Relator da reforma tributária na Câmara debate a regulamentação do sistema em evento da Abrig

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“Com a aprovação da reforma tributária, tivemos uma percepção mais ampla e realista do nosso país e criamos um novo ambiente de negócios. Nós estamos, agora, na mesma página do mundo”. A fala do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) é parte do diálogo promovido ontem (28) pela Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais – Abrig, na primeira edição de 2024 do Café com Autoridade.

Durante o evento, o parlamentar, relator da matéria na Câmara, falou sobre a regulamentação da reforma após a promulgação da Emenda Constitucional 132, que altera o sistema tributário nacional. Segundo ele, a emenda garante que a legislação complementar seja autoaplicável, clara e simples, sem depender de resolução e instrução normativa da Receita Federal.

Ribeiro afirmou, também, que o imposto será votado este ano. Ainda que os compromissos do ano eleitoral possam limitar as agendas para a regulamentação, o deputado garante que este será o esforço do parlamento e que tem alinhado com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a necessidade de instituir o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) em 2024, a fim de evitar atrasos no calendário constitucional. “Temos o compromisso de manter nas leis complementares os conceitos e preceitos que foram acordados nas duas Casas e que levaram à aprovação da emenda”, disse.

Jean Castro, presidente eleito para a gestão 2024-2025 da Abrig, recebeu o parlamentar no evento ao lado de outros dois representantes da entidade, Ruy Coutinho, conselheiro superior, e Luana Polónia, conselheira fiscal suplente.

A Associação homenageou o deputado Aguinaldo Ribeiro pelo trabalho desenvolvido durante a relatoria do projeto, firmado no compromisso com o diálogo plural e enriquecedor com a sociedade brasileira em prol do desenvolvimento do país. “Receba esta singela homenagem de uma entidade que preza pelos princípios da transparência, da ética e do debate, tão presentes na forma como o senhor conduziu os trabalhos de relatoria”, expressou Castro.

O evento contou com a participação de cerca de 80 pessoas, entre membros da Diretoria Abrig, associados Pessoa Física e Pessoa Jurídica, convidados e imprensa, que contribuíram ativamente para o diálogo. “Este é o momento de o governo construir o diálogo e detalhar aquilo que foi amplamente discutido e aprovado na Emenda Constitucional. Já vencemos o maior desafio, que era a incredulidade para a aprovação de um novo sistema tributário. Não podemos retroagir”, concluiu o parlamentar.

A Abrig, com o objetivo de fortalecer a relação entre os setores público e privado, está comprometida a fomentar de forma permanente o diálogo com autoridades sobre os principais temas em debate no país. Ao longo de 2024, a entidade irá realizar eventos e capacitações importantes para a formulação de políticas públicas e marcos regulatórios.

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Efraim defende mudança de comando no União Brasil e lamenta tentativa de Bivar de cancelar convenção

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O líder do União Brasil no Senado Federal, Efraim Filho, utilizou as redes sociais nesta quinta-feira (29/02), para lamentar a tentativa do atual presidente nacional do partido, o deputado Luciano Bivar, de cancelar a convenção da legenda marcada para hoje, e que servirá para eleger um novo dirigente.

O mandato de Bivar vai até maio, mas a direção do partido decidiu antecipar a eleição para antes da janela de filiações, que começa em 7 de março.

Em edital assinado nesta quinta-feira para tentar cancelar a convenção, Bivar argumenta que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só deu aval à antecipação da eleição na quarta-feira e, por isso, “inexiste tempo hábil para promover nova convocação”. Ele chamou uma reunião do diretório nacional para 27 de março (já no fim do período de filiações) para marcar nova data.

Para Efraim, chegou o momento da “passada de bastão” na legenda, que tem como favoritos para assumirem o comando o advogado Antônio Rueda e na vice, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.

“Isolado na presidência do União Brasil, lamentável a tentativa desesperada de Luciano Bivar em tentar adiar a Convenção, mas a maioria absoluta da executiva apresentou recurso e a convenção segue conforme o edital, para eleger Antônio Rueda presidente e Acm Neto vice-presidente. Como líder do União Brasil no Senado, entendo que esse é o momento para a transição na presidência do partido, dando espaço para a nova geração do União Brasil assumir os postos de comando com Rueda e Acm Neto”, defendeu.

Confira: 

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