Nos acompanhe

Brasil

Bolsonaro defenderá agenda econômica liberal, diz ‘guru’ dele

Publicado

em

Conselheiro do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) para assuntos econômicos, o pesquisador Adolfo Sachsida, 45, diz que o pré-candidato à Presidência deverá defender na campanha “uma pauta conservadora nos valores e liberal na economia”.

Sachsida é funcionário do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ligado ao Ministério do Planejamento, e tem sido ouvido por Bolsonaro nas últimas semanas, em encontros pela manhã no gabinete do parlamentar e em caminhadas pelo Congresso.

“Sempre fora do meu horário de expediente”, afirma o servidor público mencionado como “guru econômico” da candidatura. Ele tem doutorado em economia pela Universidade de Brasília e já lecionou na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, informa reportagem de Joelmir Tavares. da Folha.

“Pelo que eu entendo, ele [Bolsonaro] proporia uma política econômica liberal, algo na linha do [Ronald] Reagan e da [Margaret] Thatcher”, diz. Sachsida é filiado ao DEM e foi integrante do MBL (Movimento Brasil Livre) até 2015.

Procurado, o parlamentar não comentou as reuniões. Via assessoria, afirmou: “Tenho me encontrado com o citado economista, ocasiões em que de forma espontânea temos conversado diversos assuntos sobre economia”.

Presidenciáveis 2018

O pesquisador rechaça a ideia de que atue como um “professor”. Diz que faz as orientações como voluntário e que se aproximou de Bolsonaro após uma palestra do político. “É uma parceria em prol do nosso país. Não tem dinheiro envolvido.”

Em junho, ao se declarar em um vídeo na internet a favor da candidatura do deputado, Sachsida disse que a única solução para o Brasil seria eleger alguém “de fora do establishment”. Na gravação, criticou os bancos, o empresariado, o PT e o Tribunal Superior Eleitoral (por “livrar a cara” da chapa Dilma/Temer).

‘BATE BASTANTE’

“As conversas são mais ou menos assim: ele explica para mim, por exemplo, a preocupação dele com a China, pergunta se eu concordo ou não”, relata o pesquisador.

“Nesse tema, ele pensa como algumas pessoas da linha do conservadorismo americano que conheci no Texas. Eles têm algumas restrições ao comércio com a China, por ser uma ditadura. Noto que o deputado tem um pouco dessa pauta geopolítica.”

No geral, diz Sachsida, o viés liberal de Bolsonaro “costuma bater bastante” com seus pensamentos. “Ele gostaria de diminuir a carga tributária. Falei: mais do que isso, o Brasil precisa hoje simplificar a tributação. A situação fiscal está muito ruim”, afirma.

Outros conselhos do consultor econômico para o pré-candidato giram em torno de temas como a abertura da economia, a reavaliação de políticas de subsídio e cautela em relação a privatizações.

Sobre a possibilidade de venda da Petrobras, ideia com que Bolsonaro simpatiza, Sachsida advertiu: “Tem que pensar muito. Precisa vir dentro de uma estratégia de competitividade. Não é vender por vender. É patrimônio público e merece respeito”.

Diretrizes citadas nas reuniões são colocadas no papel, mas mais como guia. “Não é nem perto de um plano de governo”, diz o pesquisador.

Bolsonaro tem dito que quem vai falar de economia em nome dele, numa eventual gestão, será a equipe responsável pelo tema. Recentemente, viralizou em redes sociais o trecho de uma entrevista à RedeTV! em que o deputado se esquiva de uma pergunta a respeito de sua opinião sobre o tripé macroeconômico.

“Com base no que conversamos, o tripé vai ser mantido”, diz o auxiliar do pré-candidato. “Aliás, vamos fazer o que este governo [Temer] está fazendo, que é a ideia de responsabilidade fiscal, câmbio flutuante e independência do Banco Central para que ele controle a inflação.”

Sachsida acredita que Bolsonaro é mais cobrado sobre conhecimento econômico do que ex-presidentes como Lula e Fernando Henrique Cardoso porque não teria na retaguarda um partido forte.

“Ele entende [de economia]. Tem clareza de que é necessário ter responsabilidade fiscal e diminuir a burocracia e a complexidade tributária”, afirma o conselheiro.

Continue Lendo

Brasil

Imprensa nacional relembra escândalo e critica presença de Santiago na posse de Cappelli

Publicado

em

Por

Redação do Portal da Capital

A imprensa nacional relembrou escândalo envolvendo o nome do deputado federal paraibano licenciado Wilson Santiago (Republicanos) e criticou a presença dele na cerimônia de posse de Ricardo Cappelli na Presidência da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Na matéria publicada pela Folha, nesta sexta-feira (23/02), o escândalo do desvio de verbas públicas de obras contra a seca registrada no Sertão da Paraíba, e o suposto envolvimento de Santiago, foram lembrados. Bem como as articulações para nunca ter sido julgado de fato.

Confira a íntegra da matéria publicada no texto logo baixo ou clicando aqui:

Envolvido em escândalo de desvio de verba contra a seca comparece a posse de Cappelli

Envolvido em escândalo de desvio de verbas públicas de obras contra a seca no sertão da Paraíba, o secretário de Representação Institucional do governo paraibano, Wilson Santiago (Republicanos), participou da posse de Ricardo Cappelli como presidente da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial).

Santiago, que se licenciou em janeiro como deputado federal para assumir o cargo no governo estadual, chegou ao Ministério do Planejamento quando o evento já havia começado e ficou até o último discurso, feito pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Em 2019, Santiago teve o mandato suspenso por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal) em meio a investigações de desvio de verbas públicas de obras contra a seca no sertão da Paraíba.

A representação ficou parada por mais de dois anos na Mesa Diretora da Casa até que o processo fosse aberto. Até o final da legislatura passada, o parecer preliminar, elaborado pelo deputado Alexandre Leite (União Brasil-SP), não foi apreciado pelo colegiado.

Mesmo após o escândalo, Santiago postou vídeo pedindo que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) liberasse verbas para trecho de uma obra em que ele é acusado de receber R$ 1,2 milhão em propina.

Continue Lendo

Brasil

Daniella Ribeiro reforça pauta em defesa das mulheres e pessoas com deficiência no orçamento de 2024

Publicado

em

Por

Redação do Portal da Capital

A senadora e presidente da Comissão Mista do Orçamento (CMO) do Senado Federal, Daniella Ribeiro (PSD), se reuniu, nesta quinta-feira (22/02), com o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

O encontro serviu para alinhar a execução orçamentária do ano vigente de 2024.

Na retomada dos trabalhos do Congresso Nacional, Daniella aproveitou para reforçar a importância de garantir políticas públicas voltadas à defesa das mulheres, pessoas com deficiência e portadores do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Em publicação nas redes sociais, a parlamentar deu mais detalhes sobre as articulações da entrega das emendas. “Em março, nos reuniremos novamente para dar continuidade sobre os debates sobre o orçamento e execução de emendas, com foco nos programas prioritários”, concluiu.

Confira:

Continue Lendo

Brasil

Ruy propõe criação de cartilha informativa sobre Transtorno do Espectro Autista na rede educacional

Publicado

em

Por

Redação do Portal da Capital

O deputado federal paraibano, Ruy Carneiro (PSC), protocolou na Câmara dos Deputados, uma indicação ao Ministério da Educação para propor a criação de uma cartilha sobre a conscientização do Transtorno do Espectro Autista (TEA) voltada para a rede educacional do país.

A iniciativa do parlamentar partiu após o apelo da população em promover mais inclusão e respeito ao público, principalmente durante a fase de ensino nas escolas.

“Apesar da significativa representatividade dessa parcela da população, observa-se a escassez de políticas públicas efetivas direcionadas à inclusão desta parcela da sociedade. A ausência de medidas concretas pode comprometer a qualidade de vida e a plena participação desses indivíduos na sociedade”, justificou o deputado na matéria.

A Câmara deverá enviar a indicação da cartilha ao Ministério da Educação nos próximos dias. Após o recebimento, o Governo Federal tem o prazo de 45 dias para responder sobre a demanda.

Confira:

Continue Lendo