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Os 1560 dias da gestão Azevêdo à frente do Governo da Paraíba

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O governador do Estado da Paraíba, João Azevêdo (PSB), chegou nesta segunda-feira (10/04) aos 1560 (mil quinhentos e sessenta) dias à frente do Governo da Paraíba desde que assumiu o cargo em 1º de janeiro de 2019 e, aos primeiros 100 (cem) dias do seu segundo mandato à frente do Executivo Estadual.

De lá até aqui, Azevêdo desenvolveu a tão sonhada maturidade política que veio junto com o prestígio político, um alto poder de articulação e, na bagagem, a conquista do cargo de presidente do Consórcio Nordeste (Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste).

Nos últimos 100 dias, Azevêdo, de modo inteligente, decidiu marcar esse período com a manutenção de um ritmo importante de inaugurações em território paraibano, fixando junto ao seu eleitorado e aos demais cidadãos a imagem de que a sua gestão não paralisou após um período intenso de promessas durante a mais recente campanha eleitoral que lhe deu o dito segundo mandato.

A inauguração do primeiro complexo híbrido de energia solar e eólica do Brasil, o Parque Eólico Chafariz, instalado no município de Santa Luzia, por exemplo, é um marco da sua gestão que, sempre que pode, agarra a oportunidade de mostrar que é uma que olha não apenas para o presente, mas também para o futuro.

A parceria com o Governo Federal que proporciona investimentos milionários em todos os outros setores como o da Segurança Pública; o investimento pesado em construções e pavimentações de rodovias para interligar todos os municípios paraibanos e levar desenvolvimento para localidades mais longínquas; o “upgrade” no setor do Turismo paraibano com a confirmação de novos voos e a ligação da malha aeroviária entre Cajazeiras, Patos, Campina Grande e Recife (PE); a geração de saldo positivo de empregos com carteira assinada; a instalação da primeira rede de monitoramento de clima urbano do Brasil; e, avanços importantes no setor da Saúde, também são ações importantíssimas, registradas na gestão de João.

Mas, não para por aí… a visão periférica de Azevêdo tem fortalecido o seu marketing pessoal enquanto político através de passos certeiros e alianças frutíferas, tanto em âmbito estadual como no nacional.

Um gesto simples e mais do que acertado foi a escolha de um vice-governador campinense (Lucas Ribeiro, do PP), bem como a instalação da vice-governadoria em Campina Grande, cidade onde estava com imensa dificuldade de penetração por conta da rivalidade política existente com o atual prefeito Bruno Cunha Lima (PSD).

A vice-governadoria na Rainha da Borborema ainda entregou para João o “plus” de aproximar o Governo do Estado à metade da Paraíba que está mais longe do mar, deixando clara a intenção de fixar como marcas da sua gestão o diálogo e a união em prol dos paraibanos. Imagem esta que nos distancia ainda mais dos dias tenebrosos e mega tensos que eram proporcionados pela gestão do seu antecessor, Ricardo Coutinho.

Em 1560 dias de gestão, Azevêdo ainda tem muitos problemas para resolver, muitas promessas a cumprir, mas tem, principalmente, muitos acertos, inclusive o de trazer de volta para o dia a dia a utilização do discurso de paz, do respeito e do diálogo dentre os que fazem a política e os Poderes na Paraíba.

João Azevêdo já é marca consolidada que há tempos caminha pela Paraíba de cabeça erguida e com a imagem totalmente “descolada” da do ex-aliado Coutinho.

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PEC das praias não fala em privatização, mas é perigo em todos os sentidos

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Redação do Portal da Capital

*Por Josival Pereira 

Grupos parlamentares, que atualmente constituem maioria, não param de advogar em defesa e benefício de interesses privados ou de segmentos da elite brasileira no Congresso Nacional. Feito gigantesco e assustador rolo compressor, a ordem da atual composição majoritária do parlamento nacional tem sido a de assegurar mais direitos e privilégios a grandes setores e grupos econômicos quase sempre em detrimento do Estado e das comadas maias pobres da população.

A polêmica em torno da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) das praias, que estabelece o repasse de parte dos terrenos de marinha para proprietários privados e a gestão de Estados e Municípios, se inscreve nesse triste contexto da atual quadra da história do Congresso Nacional.

A PEC que está em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, sob a relatoria do senador Flávio Bolsonaro, é, antes de tudo, a emenda constitucional dos ricos. É talhada para, em primeiro plano, favorecer alguns milhares de pessoas da classe média alta para cima, empresários com negócios já estabelecidos à beira-mar e, em escala de negócios, ao turismo sem limites e à especulação imobiliária desenfreada, com bilhões e bilhões envolvidos.

Os números por si só denunciam as malévolas intenções por traz dessa proposta de emenda à Constituição. Os terrenos de marinha, segundo estimativas da União, valem R$213 bilhões. Esses terrenos são de propriedade da União (não da Marinha, uma das três Forças Armadas, como muitas vezes são entendidos) e o controle e gestão são mantidos pela SPU (Secretaria de Gestão do Patrimônio da União), que estima a existência de 2,9 milhões de imóveis em terrenos de marinha, embora estejam cadastrados apenas 565 mil. A ocupação desses terrenos por moradores, comércio e indústria gerou em 2003 R$1,1 bilhão de receitas relativas ao pagamento de foro aos cofres de União. Até o momento, estaria demarcada uma área de 15 mil quilômetros, mas a SPU estima que ainda há 45 mil quilômetros de extensão de terrenos de marinha a serem demarcados (o conceito de terreno de marinha vale também às margens de rios lagos de domínio da União).

Uma rápida leitura dos números já é suficiente para a compreensão do movediço lamaçal no qual os abutres podem chafurdar, antes mesmo de se pensar no pior, ou seja, a privatização das praias, temor no qual deságuam todas as preocupações em relação á PEC em tramitação no Senado. A perspectiva que se descortina é a de repasse aos municípios de grandes áreas não demarcadas e vai-se legalizar milhares de imóveis que nem são cadastrados, o que, certamente, significaria a legalização de graves irregularidades. Todas negociadas nas prefeituras. Bandalheira à vista.

O senador Flávio Bolsonaro, relator da PEC no Senado, tem usado, em entrevistas, a favela conhecida como Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, como exemplo que a emenda proporcionaria benefícios aos mais pobres, com a regularização da propriedade de terrenos e moradias em terrenos de marinha. Evidente que existem muitas outras comunidades de pescadores e ribeirinhos a serem beneficiadas, mas o grosso dos contemplados é de detentores da posse de casas à beira-mar e empreendimentos empresariais os mais diversos, além de áreas propícias a grandes negócios. O próprio Flávio Bolsonaro deixou escapar o que talvez tenha sido a verdadeira inspiração da PEC das praias ou da retomada de sua tramitação no momento. Vejam o que ele disse e que ganhou certa repercussão em parte da imprensa: “Agora pegue aí uma ilha como a de Florianópolis, pegue as áreas portuárias que nós temos abandonadas, verdadeiros cortiços no litoral brasileiro sem nenhuma conservação, sem nada, pontos absolutamente apodrecidos, destruídos, que poderiam ser áreas nobres da cidade”. Aqui o interesse é o da especulação imobiliária, sempre em benefício de grandes negócios.

Além disso, não dá para esquecer discursos do pai do senador, Jair Bolsonaro, ainda na campanha e na presidência da República, defendendo a revogação de decretos para permitir a destinação de trechos de praia em Angra dos Reis para empresários árabes construírem nossa Cancún. Existe ainda uma live do então ministro Paulo Guedes na qual ele revela uma oferta de R$ 1 bilhão por um trecho de praia em Angra para construção de resorts. Aqui, a ideia é de privatização de trechos de praias, pura e simplesmente. Vê-se que o perigo já ronda há bastante tempo.

É preciso se registrar, porém, que o texto da PEC, em verdade, não fala em privatização. Permite a venda dos terrenos ocupados aos detentores da posse, com desconto do que já foi pago como foreiros; abre brecha para legalização de terrenos não cadastrados, mas ocupados de boa-fé, e transfere para Estados e Municípios as áreas de terrenos de marinha já ocupados, o que representaria praticamente todos os terrenos próximos a cidades ou povoações no litoral.

Cientistas, técnicos da SPU e ambientalistas não têm dúvidas em apontar que a PEC das praias sobrepõe o interesse privado ao público, ameaça os ecossistemas costeiros, vai agravar a erosão e põe em risco a sobrevivência de povos e comunidades tradicionais. Essas já seriam razões mais do que suficientes para não permitir o avanço dessa emenda no Congresso, mas existe ainda estudos indicando que a aprovação do referida texto favorece o cerceamento e à privatização de praias.

Sobre esse temor, há pertinência. Sem qualquer brecha legal, já existem muitos trechos de praias privatizados no Brasil, cercados e ocupados por resorts ou áreas de mansões. Imagina, então, com a gestão afrouxada de municípios!

Diante desses perigos, talvez fosse o caso de se lutar para inclusão na Constituição brasileira do texto do artigo 10, da Lei 7.661, de maio de 1.986, que instituiu o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, e que tem o seguinte teor: “As praias são bens públicos de uso comum do povo, sendo assegurado, sempre, livre e franco acesso a elas e ao mar, em qualquer direção e sentido, ressalvados trechos considerados de interesse da segurança nacional ou incluídas em áreas protegidas por legislação específica”.

Poderia ser uma solução, mas nunca que os defensores da PEC das praias terão esse discernimento e coragem.

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Descubra mitos e verdades sobre suplementação com creatina

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Redação do Portal da Capital
A creatina é um dos suplementos mais utilizados por aqueles que buscam o melhor desempenho em treinos intensos. Produzido no organismo pelos rins, pâncreas e fígado, a partir do consumo dos aminoácidos: glicina, metionina e arginina, a creatina é responsável pela formação de energia para o corpo.
Segundo a nutricionista Byanka Melo, especialista em esporte e emagrecimento, com os estudos foram descobertos benefícios na prática de esportes. “A creatina atua na performance muscular, para melhorar o desempenho do treino, no ganho de massa muscular, além de ajudar na recuperação pós-treino e na prevenção de lesões,” ressalta a nutricionista.
Confira mitos e verdades sobre a suplementação com a creatina:
A creatina auxilia na cognição mental: Verdade.  Além de seus efeitos nos músculos, a creatina pode ajudar a manter a saúde cognitiva. A creatina também ajuda o cérebro na memória, cognição e fadiga mental.
A creatina pode causar ganho de peso: Mito. O ganho de peso associado à creatina é geralmente devido ao aumento da retenção de água nos músculos e ao aumento da massa muscular magra, não ao ganho de gordura.
Idosos e adolescentes podem utilizar a creatina:  Verdade. Todos podem fazer suplementação com creatina. A dose deve ser ajustada conforme o objetivo do uso e o nível de atividade física praticada. De modo geral, são indicados de 3 a 6g de por dia.
A creatina é um esteróide: Mito. A creatina não é um esteróide. Ela é um composto natural encontrado em pequenas quantidades em alimentos como carne e peixe, e também é produzida pelo corpo humano.
A creatina pode ser encontrada em fontes alimentares: Verdade. A creatina está presente em fontes alimentares como leites, carnes em geral e ovos (fontes animais). No entanto, para obter uma quantidade suficiente para alcançar os benefícios desejados, é necessário a suplementação.
Sobre Byanka Melo –  Especialista em esporte e emagrecimento, a nutricionista atende em duas unidades: Bian Clinique, localizada no Edifício Green Tower, na Avenida Senador Ruy Carneiro, sala 1002, em João Pessoa; e na Clínica Jailson Dantas, na Av. Oceano Atlântico, 211, Intermares, Cabedelo. Mais informações no instagram @bymelo ou no telefone (83) 99383-1786.

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Especialista em RH explica como o etarismo impacta a vida de trabalhadores experientes

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No cenário competitivo do mercado de trabalho, encontrar emprego se torna um desafio para muitos. Nesse contexto, o etarismo surge como uma questão agravante e cada vez mais presente e preocupante. Etarismo é o nome que se dá ao preconceito contra pessoas com base na sua idade – e os idosos são os que mais sofrem com essa situação no Brasil e no mundo. Pelo menos 86% da população acima dos 60 anos afirma já ter enfrentado algum tipo de preconceito em relação ao mercado de trabalho, independentemente de suas habilidades e experiências. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Grupo Croma, com base em dados da Oldiversity®. Essa situação se agravou durante a pandemia de covid-19, principalmente, entre o último trimestre de 2019 e o ano de 2020, no qual cerca de 800 mil profissionais com mais de 60 foram demitidos ou ficaram desocupados e à procura de trabalho de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Uma das causas para o etarismo acontecer nas empresas é pela rápida adoção de novas tecnologias e a busca por profissionais com habilidades específicas. Com isso, indivíduos com mais idade, muitas vezes, se vêem marginalizados nesse ambiente em constante transformação. De acordo com Márcia Peixoto, psicóloga especialista em Recursos Humanos e diretora da Roots Talent, empresa que presta assessoria em gestão de pessoas, o preconceito com a idade é uma realidade crescente no mercado e abrange já pessoas a partir de 45 anos. Para ela, a situação impacta  negativamente não apenas os profissionais mais experientes, mas também as empresas que perdem acesso a uma valiosa fonte de know how. “Na prática, a busca por talentos mais jovens muitas vezes se dá pelo desejo de injetar novas ideias, perspectivas e familiaridade com tecnologias emergentes. No entanto, essas decisões podem criar um desequilíbrio na força de trabalho e levar a lacunas no desenvolvimento de talentos e na continuidade operacional dentro das organizações”, detalha Márcia. Ela  destaca que o perfil do profissional com mais de 45 anos é de maturidade e foco no trabalho, além da experiência de vida.
Segundo ela, entretanto, o sofrimento causado pela incerteza na busca por uma oportunidade de emprego pode acarretar problemas como ansiedade, medo e insegurança. “O que acontece é que as pessoas não chegam nem a viver a dor, elas já antecipam esse processo de acordo com o avanço da idade e isso acaba gerando ansiedade pelo futuro e até outros problemas”, afirma.
Realidades – Muitos são os relatos de pessoas que vivenciam o medo e incertezas neste sentido. É o caso de José Antônio Silva, que tem 45 anos e, por mais de 15, trabalhou como entregador em uma distribuidora. Ele conta que se sentiu impotente por não conseguir emprego mesmo com tanta experiência. “Quando a empresa onde eu trabalhava foi fechada, não imaginava ter tanta dificuldade em conseguir uma nova ocupação na minha área. Me senti incapaz e preocupado por minha esposa ter que sustentar tudo sozinha”, conta o trabalhador que levou mais de dois anos até conseguir uma nova oportunidade, onde agora, presta serviços como entregador para uma indústria de comércio digital.
Por outro lado, Patrícia Costa tem 48 anos e há quatro anos trabalha como gerente administrativa em uma empresa do ramo imobiliário. A empresa  está em processo de contratação. Ela destaca que não chegou a vivenciar o problema do etarismo, mas percebe a importância de uma abordagem mais ampla na busca por novos profissionais. Ela conta que procura ter um olhar inclusivo na empresa em que trabalha. “É preciso abordar o etarismo de forma mais abrangente. Embora a pauta da inclusão tenha aumentado nos últimos anos, eu observo que este tema é negligenciado. É preciso reconhecer e valorizar profissionais de todas as idades, porque todos podem contribuir. Procuramos ter um olhar inclusivo durante os processos de seleção porque acreditamos na diversidade de idades, de experiências e de perspectivas”, afirma a gestora.
Boas práticas – Márcia Peixoto reforça a necessidade de se implantar políticas e práticas que promovam a igualdade em relação às oportunidades de emprego. Nesse contexto, é possível observar a importância da adoção de políticas de recrutamento e cultura organizacional que valorizem e promovam a diversidade etária, com uma nova abordagem de recrutamento baseada em habilidades e experiências, independente da idade. Confira algumas:
1. Eduque-se sobre o etarismo – A primeira etapa para combater o etarismo é entender o que ele é e como se manifesta na sociedade. Conhecer os estereótipos associados aos idosos é fundamental para desafiá-los e rompê-los.
2. Promova a conscientização – Compartilhe informações para educar amigos, familiares e colegas sobre a importância de combater a discriminação baseada na idade.
3. Não utilize linguagem discriminatória – Evite usar linguagem que reforce estereótipos relacionados à idade. Seja consciente da forma como se comunica sobre as pessoas mais velhas. Além disso, não permita que piadas ou comentários preconceituosos em relação aos idosos passem despercebidos. Conscientizar indivíduos com esse tipo de comportamento é mais um passo em direção a uma sociedade mais acolhedora com idosos.
4. Combata a invisibilidade – Valorize as contribuições dos idosos em sua comunidade e sociedade em geral. Sempre que possível, incentive a interação entre gerações para promover a compreensão mútua e a troca de experiências. Também, se abra às amizades intergeracionais, aprendendo com pessoas mais jovens e mais velhas.
5. Incentive a inclusão no local de trabalho – Empresas e empregadores podem desempenhar um papel fundamental na luta contra o etarismo. Se você tem uma empresa ou um cargo executivo/de recursos humanos, promova a diversidade etária no local de trabalho e oportunidades de desenvolvimento para os funcionários mais velhos.

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