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A deliciosa e original arte de confeitar: confira a entrevista do chef confeiteiro do BA’RA Hotel

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As datas comemorativas se tornaram doces memórias de infância para Victor Duarte, talentoso chef confeiteiro paraibano, que ainda na infância já descobriu seu interesse pela gastronomia. “Eu era aquele menino curioso da cozinha que ficava junto da mãe nas datas comemorativas, que gostava de participar e construir esses momentos especiais”, relembra.
O encantamento pela confeitaria foi ganhando força enquanto crescia, influenciado pelo programa do Buddy Valastro, o famoso confeiteiro e apresentador norte-americano, conhecido como Cake Boss.  “Acho que aquela busca incessante dele em surpreender os clientes com os resultados dos bolos me instigou, e eu comecei a pensar em investir na área profissional”, contou. A decisão fez Victor deixar a cidade natal de Mamanguape para cursar Gastronomia na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa, onde reside desde 2012.
Hoje, aos 29 anos, ele comanda a equipe de confeitaria dos restaurantes Iocá Casa & Massa e Orama Rooftop, restaurantes do BA’RA Hotel — primeiro lifestyle da Paraíba.
Victor e equipe assinam sobremesas originais e repaginam clássicos que encantam os clientes pelo sabor e pela experiência original – as quais ele conta mais detalhes na entrevista que segue. Confira:
O que mais te encanta na arte de confeitar?
Minha identificação sempre foi pela arte de finalizar a sobremesa, a construção da receita, o que podemos extrair de técnicas, cores e ingredientes. Isso acaba me encantando.  Porque, por mais que a cozinha quente tenha vertentes para esse tipo de construção, variedades e texturas, a confeitaria acaba me dando uma margem maior de liberdade criativa para brincar com o lúdico.
Como foi o desenvolvimento dos menus dos dois restaurantes do BA’RA Hotel, que têm propostas tão distintas?
Antes de tudo, existe uma pesquisa de mercado referente ao que o público busca, mas sem deixar de respeitar as propostas dos restaurantes. O IOCÁ, por exemplo, teve um processo de criação um pouco mais fechado, porque já tínhamos bases da cozinha italiana para trabalhar. Nele, optamos por trazer sobremesas clássicas como panacota, tiramisù, cannoli – que é o clássico dos clássicos da cozinha italiana, mas com elementos novos e apresentações repaginadas. Já o ORAMA é um restaurante contemporâneo com influência da cozinha mediterrânea, com vista pro mar, então criamos sobremesas mais leves com sabores mais frutados. Por exemplo, o “entremete de caju” e o “entremet de picolé de goiaba Romeu e Julieta”, trazem o regionalismo com frutas nativas para o cardápio.
Falando em sobremesas tradicionais, como funciona a reinvenção de um clássico?
Tem duas formas de reconstruir um clássico: substituindo os ingredientes — sem descaracterizá-los — ou trabalhando com a repaginação de empratamento. Para o nosso tiramisù, usamos a nata paraibana para substituir o mascarpone – que é tipicamente italiano. Agregamos também o pão de ló,  a castanha de caju para dar textura e, em especial, o sabor umami do cogumelo, que dá um gosto especial na hora que o cliente experimenta a sobremesa por completo. Já na panacota, nós mantivemos a base clássica, mas repaginamos no empratamento, em uma apresentação diferente com frutas da nossa terra, como o cupuaçu, para completar o conjunto do prato.
E o processo de criação de sobremesas autorais?
Eu, normalmente, gosto de construir de maneira contrária ao tradicional. Eu começo pelo apelo visual, em relação ao que eu gostaria de ser surpreendido se estivesse na mesa. Então eu desenho antes o que eu gostaria de visualizar ou preparar, em seguida, eu começo a construir os sabores. Eu tento brincar e me perguntar: ‘quero trazer quantas técnicas nesse prato?’. A partir daí a gente consegue quebrar essas técnicas em sabores e preparações.
Hoje, a confeitaria vai além de satisfazer apenas o paladar e envolve também outros sentidos. Como você incorpora essa experiência multissensorial nas sobremesas do hotel BA’RA?
São experiências. Por exemplo, nossa sobremesa autoral e campeã de vendas no restaurante, o “entremet de caju”, surgiu de uma brincadeira de não trazer apenas o sabor intenso do caju no doce, mas também o formato da fruta in natura. Além do visual, a gente gosta de surpreender com a quantidade de texturas que temos na sobremesa e proporcionar essa diferença sensorial. A parte da louça também é fundamental. Na hora de definir uma apresentação,  pegamos quase todas as opções disponíveis (risos), e fazemos diversas apresentações, porque a textura e a cor da louça influencia muito no visual. Essa escolha não atinge o sabor, mas o impacto visual é o primeiro que se tem e muda completamente sua experiência.
E como se tornar original durante todo esse processo?
Acredito que a originalidade vem muito do que o seu paladar construiu com o passar dos anos. E isso vem de uma série de particularidades de cada confeiteiro, e o que ele se tornou a partir das suas experiências na infância, na sua relação familiar, nas influências de onde viveu e vive, restaurantes que visitou e, principalmente, o quanto estava disponível a aprender. Eu me construí profissionalmente buscando sempre entregar aquilo que eu gostaria de consumir, e a experiência que eu gostaria de vivenciar. Isso sempre me ajudou nesse processo.

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Restaurantes participantes da Paraíba Restaurant Week registram crescimento de até 40% nas vendas

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Redação do Portal da Capital

Os restaurantes participantes da sexta edição da Paraíba Restaurant Week registraram um crescimento de até 40% nas vendas em comparação ao período pré-festival. Os números, que consideram apenas as duas primeiras semanas de evento, têm potencial de crescimento ainda maior: a edição 2024 do festival gastronômico segue em 45 restaurantes de João Pessoa até o dia 21 de abril.

De acordo com Célio Catalan, gestor do Moman Cozinha Contemporânea, o festival ajuda a democratizar o acesso da alta gastronomia a pessoas que não costumam frequentar os restaurantes da capital.

“Quem nos visita durante a Restaurant Week fica sabendo que temos opções mais acessíveis”, explica Célio. “É como abrir as portas da nossa casa para novas oportunidades de boas experiências”, acrescenta.

Para Marina Sá, organizadora do festival, além de estimular o acesso à alta gastronomia para moradores e turistas, o festival ajuda a movimentar a economia gastronômica da cidade.

“Especialmente neste ano, estamos realizando a Restaurant Week em um período de baixo movimento para os restaurantes, atendendo a pedidos do setor”, comenta Marina. “Os meses de março e abril geralmente têm menor movimento nos estabelecimentos ao longo do ano, então o festival vem como uma ferramenta para aquecer o setor e a economia da cidade”, diz.

Festival oferece menus completos a partir de R$ 62,90

Na Restaurant Week, festival internacional criado em Nova Iorque que se transformou no maior evento da área no Brasil, os restaurantes participantes desenvolvem menus especiais a preços super atrativos, abrindo espaço para os talentos da culinária local e democratizando o acesso à alta gastronomia.

Como no ano passado, os restaurantes participantes vão oferecer dois menus para o público: o Menu Week, com almoço a R$ 62,90 e jantar a R$ 69,90; e o Menu Plus, cardápio reservado para restaurantes de ticket médio mais alto, em que o almoço custa R$ 79,90 e o jantar, R$ 89,90. Ambas as experiências incluem entrada, prato principal e sobremesa.

Além de promover o acesso à alta gastronomia por preços atraentes, a Restaurant Week mais uma vez retorna com ações de impacto social que já são marca registrada do festival. Nesta edição, o evento vai repetir a parceria de sucesso do ano passado e beneficiar a Casa da Criança com Câncer, organização fundada em 1997 que oferece suporte a crianças do interior do estado que estão em tratamento oncológico.

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Exposição imersiva “O Auto de Ariano, o Realista Esperançoso” estreia neste domingo, no Luzzco

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Redação do Portal da Capital

Experiência única que mergulha nos universos artístico e humano de Ariano Suassuna, um dos maiores ícones da literatura brasileira, a exposição imersiva “O Auto de Ariano, o Realista Esperançoso”, estreia neste domingo (14/04), no Luzzco, espaço de arte e cultura na Paraíba.

A exposição estará aberta ao público de quarta a domingo, das 14h às 21h, com duração de cada sessão de cerca de uma hora e maia de duração. Serão seis por dia. Os ingressos podem ser adquiridos por R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia) no site https://outgo.com.br/luzzco ou na bilheteria física.

Co-criada em participação com o neto mais velho de Ariano, João Suassuna, a exposição oferece aos visitantes a oportunidade de explorar as diversas facetas da vida e obra de Ariano de maneira inovadora e sensorial. Com uma combinação de tecnologia, cenografia e elementos físicos, os participantes serão transportados para o universo criativo e emocional do autor, poeta e dramaturgo.

Os participantes vão poder  explorar os diferentes aspectos da vida de Ariano Suassuna em uma viagem pelas raízes da cultura popular brasileira e pela vida e obra de um dos maiores intelectuais do país. A exposição está dividida em cinco atos imersivos, além da introdução. Ato I: Amor pela poesia; Ato II: Amor pela sua aldeia; Ato III: Amor da vida; Ato IV: Amor que contagia e Ato V: Amor imorrível.

Sobre o Luzzco — O primeiro espaço imersivo de arte, cultura e inovação da Paraíba vai além das molduras convencionais e proporciona uma experiência única e envolvente para toda a família. O Luzzco utiliza a mesma tecnologia das maiores exposições imersivas do mundo e é equipado com recursos audiovisuais que permitem a criação de obras que se modificam de acordo com o movimento, o som e o toque das pessoas. No local, as paredes, o chão e o público se tornam parte integrante das obras. O Luzzco fica localizado na Rua Severino Garcia Galvão, 161, no Altiplano, em João Pessoa. O horário de funcionamento é de quarta a domingo, das 14h às 21h. Para saber mais e informações sobre ingressos, o telefone é o (83) 98858-0015 e o Instagram é @luzzco.

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Setor de serviços na Paraíba cresce 11,4% e registra 2ª maior expansão do País, revela IBGE

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Redação do Portal da Capital

Com taxa de expansão acima de dois dígitos, o volume do setor de serviços na Paraíba apresentou o segundo maior crescimento do País em fevereiro deste ano, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), que foram divulgados, nesta sexta-feira (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Paraíba registrou alta de 11,4% no faturamento do setor em fevereiro sobre o mesmo mês do ano passado.

A Paraíba (11,4%) e o Acre (19,5%) – que liderou o indicador em fevereiro – foram os únicos que apresentaram expansão acima de dois dígitos, enquanto o país cresceu 2,5%. No acumulado do primeiro bimestre, a Paraíba também acumula alta de dois dígitos (10%), segunda maior taxa também no indicador ao lado do Amazonas (10%), liderado pelo Acre (21,8%). A média do bimestre do País é de 3,3%.

PARAÍBA LIDERA NO NORDESTE – O crescimento da Paraíba no setor de serviços destoa entre os nove Estados na Região Nordeste, na comparação de fevereiro frente ao mesmo mês do ano passado. No ranking da Região, a Paraíba com 11,4%, lidera o índice. É seguido bem atrás pelo Piauí (6,1%). Com taxas mais modestas, aparecem os Estados de Sergipe (3,5%), Maranhão (3,3%) e Pernambuco (2,1%), enquanto Bahia e Ceará empatam com apenas 1,6%. Já os estados do Rio Grande do Norte (-0,3%) e Alagoas (-0,2%) foram os únicos que recuaram.

Segundo o IBGE, o avanço daquele mês foi acompanhado por quatro das cinco atividades e contou ainda com crescimento em 59,6% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores em crescimento de fevereiro frente ao ano passado, o de informação e comunicação exerceu o principal impacto positivo, impulsionado, principalmente, pelo aumento da receita em telecomunicações; desenvolvimento e licenciamento de softwares; suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação; TV aberta; e edição integrada à impressão de livros. Os demais avanços vieram dos profissionais, administrativos e complementares; dos prestados às famílias; e dos outros serviços.

A PESQUISA – A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS)  produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do setor de serviços do país e dos Estados, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, mas excluídas as áreas de saúde e educação. Ao lado da administração pública, os setores de serviços e de comércio têm os maiores pesos na composição do PIB do País e dos Estados.

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