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SOS Transposição: João Azevedo mostrou sua força sem precisar usar a caneta

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Os vendedores de picolé e bebidas estavam nas ruas, na expectativa de renda extra, mas a multidão registrada na “inauguração popular” da Transposição do São Francisco, com as presenças de Lula, Dilma e outras estrelas da esquerda, não se repetiu. E não foi unicamente pela ausência de João Azevedo. Nenhum governador do Nordeste compareceu ao SOS Transposição, convocado por Ricardo Coutinho.

Os movimentos sociais ligados ao PT, que levou sua caravana “Lula Livre” para Monteiro, sob o comando do ex-candidato a presidente da República Fernando Haddad, garantiram o público diante do palco – insignificante sendo um domingo e em defesa de obra marcante para a cidade – conforme registram os vídeos do evento.

Dois ex não têm a força política de um titular. Haddad e Ricardo eram as “estrelas”. O ex-governador paraibano não conseguiu levar sequer todos os eleitos pelo seu partido. Estavam lá apenas o senador Veneziano Vital do Rêgo, o deputado federal Gervásio Maia, e os deputados estaduais Buba Germano, Estela Bezerra, Cida Ramos e Jeová Campos. Da base estavam Frei Anastácio e Anísio Maia (PT), e mais Damião Feliciano (PDT) e Chió ( Rede), destaca publicação da jornalista Lena Guimarães, no Correio da Paraíba.

Foram anotados 10, quando a base do governo é formada por 31, sendo 24 deputados estaduais, seis deputados federais e um senador. Os outros 21 certamente preferiram acompanhar o governador João Azevedo, que considerou que o movimento SOS Transposição não era baseado em argumentos técnicos, mas políticos.

Ele não estaria disposto a comprometer projetos da Paraíba se indispondo com interlocutores do governo federal por questões meramente políticas, quando sequer é ano eleitoral ainda.

João Azevedo mostrou sua força sem precisar usar a caneta, símbolo do poder que tem. Aliás, mostrou poder justamente por não usá-la. A estrutura disponível para o evento de Monteiro estaria longe da que se viu na “inauguração popular” da Transposição.

A maior repercussão foi da exposição política de Ricardo Coutinho e a postura de João Azevedo, que mais uma vez se impôs de forma silenciosa mas com impacto estrondoso.

“Já pensou isso [efeito João Azevedo] na eleição? Ricardo agora sabe que não é inteligente confrontá-lo”, resumiu um deputado. É, o poder sempre foi mais amado que a maioria dos governantes.

Clique AQUI e confira a publicação na íntegra

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Conversas de Brasília: Aguinaldo avalia 3 saídas, inclusive aliança com Cunha Lima

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Bombardeado por perguntas dos apresentadores Victor Paiva e Lázaro Farias sobre a relação política com a família Ribeiro, o prefeito Bruno Cunha Lima (Campina Grande), numa entrevista ao programa Correio Debate, na última terça-feira, contemporizou e deu a entender que aguardava uma posição sobre aliança do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP).

Os apresentadores insistiram. Bruno não evoluiu nas respostas, mas deu sempre a entender que a aliança que mantém com a família Ribeiro (Lucas Ribeiro, filho da senadores Daniella Ribeiro, é o vice-prefeito), a depender de decisões políticas, poderia ser mantida intacta.

Não deve passar despercebido aqui, que o prefeito Bruno recuou de uma declaração dada nos últimos dias de março, quando a senadora Daniella assumiu o controle do PSD, tomando o partido de Romero Rodrigues, ameaçando fazer uma limpeza de aliados na Prefeitura.

Por que Bruno recuou lá atrás e agora se faz de misterioso?

Conversas vazadas de Brasília nas últimas horas talvez contenham a explicação.

Estaria havendo um movimento nos bastidores, lá no Planalto, tocado pelo ex-senador Cássio Cunha Lima e o deputado Welington Roberto, no intuito de unificar toda a direita na Paraíba para a disputa das eleições de outubro. Tentam fazer o presidente Bolsonaro comprar a ideia. A presença de Pedro Cunha Lima em Itatuba, na semana passada, teria sido um gesto.

A novidade é que o deputado Aguinaldo Ribeiro estaria sendo tentado pelo movimento da direita. Além da possibilidade de formação de uma aliança de maior porte para a disputa das eleições estaduais, com a participação de Bolsonaro, haveriam interesses específicos do interesse do Progressistas em Campina Grande. Assim, Cunha Lima e Ribeiro se afinariam.

Neste caso, Aguinaldo seria apenas candidato a deputado federal. Teria dificuldade de levar Cícero, mas os interesses nacionais do partido seriam seguidos.

Em não dando certo o movimento pela unidade da direita, segundo os vazamentos de Brasília, o deputado Aguinaldo Ribeiro se inclinaria pelo lançamento da candidatura da senadora Daniella Ribeiro ao governo do Estado. Pesquisas indicariam a possibilidade de chances, apesar da dificuldade de formar uma aliança mais ampla. Mesmo sem êxito agora, o nome de Daniella estaria sendo trabalhado para o futuro.

Nesta hipótese, Aguinaldo tentaria convencer Cícero a largar o governador João Azevedo e apresentar o candidato a vice-governador.

Mas não está totalmente descartada a permanência do Progressistas na aliança com o governador João Azevedo, mas sem Aguinaldo como candidato a senador. Só muito remotamente ele será candidato ao Senado.

No caso da manutenção da aliança com João, o projeto seria bancado pelo prefeito Cícero Lucena, que precisa da parceria com o governo do Estado para tentar chegar bem em 2024.

As conversas vazadas de Brasília chegam com ares de articulação. Difícil é fazer a checagem.

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Diz-me com quem andas e direi se vou contigo…

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O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD), está cobrando da ‘Família Ribeiro’ mais transparência acerca das suas definições políticas com vistas às Eleições 2022.

Bruno está preocupado porque o seu dia a dia partidário e até administrativo está ligado aos ‘Ribeiros’ através de Daniella Ribeiro, que é presidente do PSD (legenda a qual é filiado) e de Lucas Ribeiro (PP), que é filho de Daniella, sobrinho de Aguinaldo Ribeiro e vice na sua gestão à frente da Prefeitura Municipal de Campina Grande (PMCG).

O ponto de incômodo foi gerado a partir do momento em que a ‘Família Ribeiro’ cogitou aproximação com o Governo do Estado e esboçou a possibilidade de participar da chapa governista através de Aguinaldo como pré-candidato de João Azevêdo (PSB) ao Senado pela Paraíba.

E esse é o problema: cogitar possibilidades sem nenhuma confirmação oficial de que estão do lado governista de fato ou do oposicionista.

Por causa dessa indefinição, Bruno passou a ‘pisar em ovos’ no dia a dia por não saber se os ‘Ribeiros’ estão ou não no mesmo barco no qual ele navega pelos mares da oposição ao Governo Estadual e de apoio a gestão do atual presidente Jair Bolsonaro (PL).

Sobre o assunto, o vice-prefeito de Campina Grande, Lucas Ribeiro, disse, recentemente, esperar que a presença do tio, Aguinaldo, na chapa do governador, não afete a relação do partido ao qual é filiado, junto ao atual prefeito, Bruno.

Porém, Bruno insiste no fato de que o processo tem que ser conduzido às claras e não da forma que está, até porque, caso os ‘Ribeiros’ confirmem as possibilidades, ele, enquanto prefeito, precisa decidir como enfrentar uma provável ‘saia justa’ perante o eleitor de Campina Grande, ao tentar justificar que o seu  vice, que é o seu companheiro de gestão, que foi escolhido a dedo, passou a defender e pedir voto para pessoas que representam administrações nas quais ele não acredita.

O que se percebe é que enquanto a ‘Família Ribeiro’ leva todo mundo em banho-maria no ‘frigir dos ovos’ e com o passar do tempo, Bruno só quer uma resposta: ‘diz-me com quem andas e direi se vou junto…’.

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Voltas e reviravoltas em Brasília podem deixar grupos políticos da Paraíba enrascados

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Por Josival Pereira

A cada vez mais evidente centralização do poder dos partidos políticos em torno de poucos dirigentes encastelados na Executiva nacional pode acabar criando ainda mais problemas para grupos políticos na Paraíba, além da situação já instalada no PT.

Os problemas se avizinham agora do MDB e do PSD, que passou ao controle da senadora Daniella Ribeiro há pouco mais de 1 mês.

NO MDB, a enrascada se tornou pública numa reportagem publicada pelo jornal o Estadão (o Estado de São Paulo), nesta terça-feira.

Um levantamento interno feito pela direção nacional aponta que, sem a candidatura da senadora Simone Tebet à presidência da República, 70% dos delegados da legenda votariam a favor do apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Apenas 30% optariam pelo apoio a Lula.

A candidatura de Simone Tebet, apesar do baixo índice nas pesquisas e da pressão de bolsonaristas, ainda desfruta de elevado apoio no MDB: 19 dos 27 diretórios, o que representa algo em torno de 75% dos votos da convenção nacional.

Em que pese essa situação interna, o risco de Tebet não consolidar a candidatura à presidência é grande, sobretudo em razão da falta de articulação dos partidos da direita liberal ou direita democrática (o PSDB, especialmente).

Se a candidatura de Simone Tebet sucumbir, o MDB do Nordeste ficará em maus lençóis, porque a ala majoritária não deverá apenas aprovar o apoio a Bolsonaro, mas levar o partido a ingressar oficialmente na coligação governista, o que pode inviabilizar alianças formas de lideranças nordestina com o ex-presidente Lula, inclusiva na Paraíba. O risco é alto.

Outra situação começou a ser desenhada em notas na imprensa nesta terça-feira. Seria a de uma aliança do PSD com o PDT de Ciro Gomes. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, teria descartado apoio à Lula no primeiro turno e admitido que Ciro é o único nome que ainda pode articular 3ª via.

Se essa articulação se concretizar, quem vai ficar em enrascada é a senadora Daniella Ribeiro, que, certamente, nem imaginava que seu novo partido poderia apoiar a candidatura de Ciro Gomes, o avesso de tudo que a família Ribeiro prega e faz.

De todo modo, o que tem acontecido nessas voltas e reviravoltas de rumos das legendas partidárias é a comprovação da total ausência de democracia interna nos partidos políticos nacionais, o que representa um péssimo exemplo para a democracia, e a constatação de que os políticos não seguem linhas programáticas nem guardam coerência com campos ideológicos.

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