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Eleições no Crea-PB: disputa inusitada entre continuísmo e ocultação de apoios

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A corrida eleitoral para o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB) está repleta de curiosidades e reviravoltas surpreendentes. Neste pleito, os candidatos o engenheiro civil Hugo Paiva e o engenheiro de Minas Renan Azevedo protagonizam uma batalha que desafia as expectativas em relação ao continuísmo, ao mesmo tempo em que revela estratégias intrigantes e a tentativa de esconder apoios.

Segundo o documento, Higo Braga “apresentou uma declaração da Abenc-PB (datada de 18/03/2020) como documento para comprovação do requisito previsto no artigo 26, alínea “e”, da Resolução nº 1.114/2019 do Confea, não tendo sido juntado ao processo qualquer outro documento que indique a sua filiação a outra entidade de classe, ao mesmo tempo que não consta do sistema corporativo Sitac o registro de qualquer filiação do profissional a entidade diversa”, diz o Processo.

Hugo Paiva: rompendo com a expectativa de continuísmo

O engenheiro civil Hugo Paiva, atual presidente licenciado do Crea-PB, é candidato à reeleição e, surpreendentemente, sua candidatura não pode ser rotulada como mero continuísmo. Durante sua gestão, Paiva buscou imprimir uma abordagem mais inovadora e modernizadora, focando na transparência e na atualização dos processos no órgão. Sua plataforma ressalta a necessidade de uma renovação na forma de relacionamento com os profissionais da área, desafiando a ideia de que ele é o “candidato do status quo.”

Renan Azevedo: continuísmo e apoios de peso

Por outro lado, o engenheiro de Minas Renan Azevedo, o principal adversário de Hugo Paiva, levanta uma questão intrigante na campanha. Aparentemente, ele personifica o continuísmo, uma vez que é apoiado por figuras que já comandaram o Crea-PB. Paulo Laércio, ex-presidente do conselho, é um dos nomes que compõem a chapa de Renan. Além disso, Giucelia Figueiredo, diretora Administrativa da Mútua Nacional, não licenciada do cargo, também apoiadora de Renan, não apenas carrega o DNA do continuísmo, mas também adiciona uma dimensão de politização externa à corrida eleitoral.

Renan: o mistério da madrinha política e o silêncio quanto às origens

Uma curiosidade adicional na campanha do engenheiro de Minas Renan Azevedo é a ocultação do apoio de sua madrinha política. O candidato parece estar escondendo a identidade dessa figura influente em sua trajetória rumo à presidência do Crea-PB. Isso gera especulações sobre o papel desempenhado por sua madrinha e a possível tentativa de colher os benefícios de uma popularidade independente, ao mesmo tempo que evita o ônus do histórico político de Giucelia Figueiredo. Além disso, Renan parece evitar suas origens dentro da Engenharia, já que tem evitado divulgar a sua formação como Engenheiro de Minas.

 

Terceiro candidato

A candidatura de Higo Braga da Silva, de acordo com o Processo nº: 0808055-60.2023.4.05.8200 – Mandado de Segurança Cível, apresentou problemas por apresentação insuficiente de documentação.

Segundo o documento, Higo Braga “apresentou uma declaração da Abenc-PB (datada de 18/03/2020) como documento para comprovação do requisito previsto no artigo 26, alínea “e”, da Resolução nº 1.114/2019 do Confea, não tendo sido juntado ao processo qualquer outro documento que indique a sua filiação a outra entidade de classe, ao mesmo tempo que não consta do sistema corporativo Sitac o registro de qualquer filiação do profissional a entidade diversa”, diz o Processo.

Nesta eleição, os eleitores do Crea-PB enfrentam uma escolha que mistura elementos de continuidade e renovação, enquanto tentam decifrar os segredos e estratégias de campanha dos candidatos. O resultado dessa disputa será fundamental para moldar o futuro da Engenharia e da Agronomia na Paraíba e deixará uma marca indelével na história do conselho.

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PEC das praias não fala em privatização, mas é perigo em todos os sentidos

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Redação do Portal da Capital

*Por Josival Pereira 

Grupos parlamentares, que atualmente constituem maioria, não param de advogar em defesa e benefício de interesses privados ou de segmentos da elite brasileira no Congresso Nacional. Feito gigantesco e assustador rolo compressor, a ordem da atual composição majoritária do parlamento nacional tem sido a de assegurar mais direitos e privilégios a grandes setores e grupos econômicos quase sempre em detrimento do Estado e das comadas maias pobres da população.

A polêmica em torno da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) das praias, que estabelece o repasse de parte dos terrenos de marinha para proprietários privados e a gestão de Estados e Municípios, se inscreve nesse triste contexto da atual quadra da história do Congresso Nacional.

A PEC que está em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, sob a relatoria do senador Flávio Bolsonaro, é, antes de tudo, a emenda constitucional dos ricos. É talhada para, em primeiro plano, favorecer alguns milhares de pessoas da classe média alta para cima, empresários com negócios já estabelecidos à beira-mar e, em escala de negócios, ao turismo sem limites e à especulação imobiliária desenfreada, com bilhões e bilhões envolvidos.

Os números por si só denunciam as malévolas intenções por traz dessa proposta de emenda à Constituição. Os terrenos de marinha, segundo estimativas da União, valem R$213 bilhões. Esses terrenos são de propriedade da União (não da Marinha, uma das três Forças Armadas, como muitas vezes são entendidos) e o controle e gestão são mantidos pela SPU (Secretaria de Gestão do Patrimônio da União), que estima a existência de 2,9 milhões de imóveis em terrenos de marinha, embora estejam cadastrados apenas 565 mil. A ocupação desses terrenos por moradores, comércio e indústria gerou em 2003 R$1,1 bilhão de receitas relativas ao pagamento de foro aos cofres de União. Até o momento, estaria demarcada uma área de 15 mil quilômetros, mas a SPU estima que ainda há 45 mil quilômetros de extensão de terrenos de marinha a serem demarcados (o conceito de terreno de marinha vale também às margens de rios lagos de domínio da União).

Uma rápida leitura dos números já é suficiente para a compreensão do movediço lamaçal no qual os abutres podem chafurdar, antes mesmo de se pensar no pior, ou seja, a privatização das praias, temor no qual deságuam todas as preocupações em relação á PEC em tramitação no Senado. A perspectiva que se descortina é a de repasse aos municípios de grandes áreas não demarcadas e vai-se legalizar milhares de imóveis que nem são cadastrados, o que, certamente, significaria a legalização de graves irregularidades. Todas negociadas nas prefeituras. Bandalheira à vista.

O senador Flávio Bolsonaro, relator da PEC no Senado, tem usado, em entrevistas, a favela conhecida como Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, como exemplo que a emenda proporcionaria benefícios aos mais pobres, com a regularização da propriedade de terrenos e moradias em terrenos de marinha. Evidente que existem muitas outras comunidades de pescadores e ribeirinhos a serem beneficiadas, mas o grosso dos contemplados é de detentores da posse de casas à beira-mar e empreendimentos empresariais os mais diversos, além de áreas propícias a grandes negócios. O próprio Flávio Bolsonaro deixou escapar o que talvez tenha sido a verdadeira inspiração da PEC das praias ou da retomada de sua tramitação no momento. Vejam o que ele disse e que ganhou certa repercussão em parte da imprensa: “Agora pegue aí uma ilha como a de Florianópolis, pegue as áreas portuárias que nós temos abandonadas, verdadeiros cortiços no litoral brasileiro sem nenhuma conservação, sem nada, pontos absolutamente apodrecidos, destruídos, que poderiam ser áreas nobres da cidade”. Aqui o interesse é o da especulação imobiliária, sempre em benefício de grandes negócios.

Além disso, não dá para esquecer discursos do pai do senador, Jair Bolsonaro, ainda na campanha e na presidência da República, defendendo a revogação de decretos para permitir a destinação de trechos de praia em Angra dos Reis para empresários árabes construírem nossa Cancún. Existe ainda uma live do então ministro Paulo Guedes na qual ele revela uma oferta de R$ 1 bilhão por um trecho de praia em Angra para construção de resorts. Aqui, a ideia é de privatização de trechos de praias, pura e simplesmente. Vê-se que o perigo já ronda há bastante tempo.

É preciso se registrar, porém, que o texto da PEC, em verdade, não fala em privatização. Permite a venda dos terrenos ocupados aos detentores da posse, com desconto do que já foi pago como foreiros; abre brecha para legalização de terrenos não cadastrados, mas ocupados de boa-fé, e transfere para Estados e Municípios as áreas de terrenos de marinha já ocupados, o que representaria praticamente todos os terrenos próximos a cidades ou povoações no litoral.

Cientistas, técnicos da SPU e ambientalistas não têm dúvidas em apontar que a PEC das praias sobrepõe o interesse privado ao público, ameaça os ecossistemas costeiros, vai agravar a erosão e põe em risco a sobrevivência de povos e comunidades tradicionais. Essas já seriam razões mais do que suficientes para não permitir o avanço dessa emenda no Congresso, mas existe ainda estudos indicando que a aprovação do referida texto favorece o cerceamento e à privatização de praias.

Sobre esse temor, há pertinência. Sem qualquer brecha legal, já existem muitos trechos de praias privatizados no Brasil, cercados e ocupados por resorts ou áreas de mansões. Imagina, então, com a gestão afrouxada de municípios!

Diante desses perigos, talvez fosse o caso de se lutar para inclusão na Constituição brasileira do texto do artigo 10, da Lei 7.661, de maio de 1.986, que instituiu o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, e que tem o seguinte teor: “As praias são bens públicos de uso comum do povo, sendo assegurado, sempre, livre e franco acesso a elas e ao mar, em qualquer direção e sentido, ressalvados trechos considerados de interesse da segurança nacional ou incluídas em áreas protegidas por legislação específica”.

Poderia ser uma solução, mas nunca que os defensores da PEC das praias terão esse discernimento e coragem.

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Descubra mitos e verdades sobre suplementação com creatina

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Redação do Portal da Capital
A creatina é um dos suplementos mais utilizados por aqueles que buscam o melhor desempenho em treinos intensos. Produzido no organismo pelos rins, pâncreas e fígado, a partir do consumo dos aminoácidos: glicina, metionina e arginina, a creatina é responsável pela formação de energia para o corpo.
Segundo a nutricionista Byanka Melo, especialista em esporte e emagrecimento, com os estudos foram descobertos benefícios na prática de esportes. “A creatina atua na performance muscular, para melhorar o desempenho do treino, no ganho de massa muscular, além de ajudar na recuperação pós-treino e na prevenção de lesões,” ressalta a nutricionista.
Confira mitos e verdades sobre a suplementação com a creatina:
A creatina auxilia na cognição mental: Verdade.  Além de seus efeitos nos músculos, a creatina pode ajudar a manter a saúde cognitiva. A creatina também ajuda o cérebro na memória, cognição e fadiga mental.
A creatina pode causar ganho de peso: Mito. O ganho de peso associado à creatina é geralmente devido ao aumento da retenção de água nos músculos e ao aumento da massa muscular magra, não ao ganho de gordura.
Idosos e adolescentes podem utilizar a creatina:  Verdade. Todos podem fazer suplementação com creatina. A dose deve ser ajustada conforme o objetivo do uso e o nível de atividade física praticada. De modo geral, são indicados de 3 a 6g de por dia.
A creatina é um esteróide: Mito. A creatina não é um esteróide. Ela é um composto natural encontrado em pequenas quantidades em alimentos como carne e peixe, e também é produzida pelo corpo humano.
A creatina pode ser encontrada em fontes alimentares: Verdade. A creatina está presente em fontes alimentares como leites, carnes em geral e ovos (fontes animais). No entanto, para obter uma quantidade suficiente para alcançar os benefícios desejados, é necessário a suplementação.
Sobre Byanka Melo –  Especialista em esporte e emagrecimento, a nutricionista atende em duas unidades: Bian Clinique, localizada no Edifício Green Tower, na Avenida Senador Ruy Carneiro, sala 1002, em João Pessoa; e na Clínica Jailson Dantas, na Av. Oceano Atlântico, 211, Intermares, Cabedelo. Mais informações no instagram @bymelo ou no telefone (83) 99383-1786.

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Especialista em RH explica como o etarismo impacta a vida de trabalhadores experientes

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No cenário competitivo do mercado de trabalho, encontrar emprego se torna um desafio para muitos. Nesse contexto, o etarismo surge como uma questão agravante e cada vez mais presente e preocupante. Etarismo é o nome que se dá ao preconceito contra pessoas com base na sua idade – e os idosos são os que mais sofrem com essa situação no Brasil e no mundo. Pelo menos 86% da população acima dos 60 anos afirma já ter enfrentado algum tipo de preconceito em relação ao mercado de trabalho, independentemente de suas habilidades e experiências. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Grupo Croma, com base em dados da Oldiversity®. Essa situação se agravou durante a pandemia de covid-19, principalmente, entre o último trimestre de 2019 e o ano de 2020, no qual cerca de 800 mil profissionais com mais de 60 foram demitidos ou ficaram desocupados e à procura de trabalho de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Uma das causas para o etarismo acontecer nas empresas é pela rápida adoção de novas tecnologias e a busca por profissionais com habilidades específicas. Com isso, indivíduos com mais idade, muitas vezes, se vêem marginalizados nesse ambiente em constante transformação. De acordo com Márcia Peixoto, psicóloga especialista em Recursos Humanos e diretora da Roots Talent, empresa que presta assessoria em gestão de pessoas, o preconceito com a idade é uma realidade crescente no mercado e abrange já pessoas a partir de 45 anos. Para ela, a situação impacta  negativamente não apenas os profissionais mais experientes, mas também as empresas que perdem acesso a uma valiosa fonte de know how. “Na prática, a busca por talentos mais jovens muitas vezes se dá pelo desejo de injetar novas ideias, perspectivas e familiaridade com tecnologias emergentes. No entanto, essas decisões podem criar um desequilíbrio na força de trabalho e levar a lacunas no desenvolvimento de talentos e na continuidade operacional dentro das organizações”, detalha Márcia. Ela  destaca que o perfil do profissional com mais de 45 anos é de maturidade e foco no trabalho, além da experiência de vida.
Segundo ela, entretanto, o sofrimento causado pela incerteza na busca por uma oportunidade de emprego pode acarretar problemas como ansiedade, medo e insegurança. “O que acontece é que as pessoas não chegam nem a viver a dor, elas já antecipam esse processo de acordo com o avanço da idade e isso acaba gerando ansiedade pelo futuro e até outros problemas”, afirma.
Realidades – Muitos são os relatos de pessoas que vivenciam o medo e incertezas neste sentido. É o caso de José Antônio Silva, que tem 45 anos e, por mais de 15, trabalhou como entregador em uma distribuidora. Ele conta que se sentiu impotente por não conseguir emprego mesmo com tanta experiência. “Quando a empresa onde eu trabalhava foi fechada, não imaginava ter tanta dificuldade em conseguir uma nova ocupação na minha área. Me senti incapaz e preocupado por minha esposa ter que sustentar tudo sozinha”, conta o trabalhador que levou mais de dois anos até conseguir uma nova oportunidade, onde agora, presta serviços como entregador para uma indústria de comércio digital.
Por outro lado, Patrícia Costa tem 48 anos e há quatro anos trabalha como gerente administrativa em uma empresa do ramo imobiliário. A empresa  está em processo de contratação. Ela destaca que não chegou a vivenciar o problema do etarismo, mas percebe a importância de uma abordagem mais ampla na busca por novos profissionais. Ela conta que procura ter um olhar inclusivo na empresa em que trabalha. “É preciso abordar o etarismo de forma mais abrangente. Embora a pauta da inclusão tenha aumentado nos últimos anos, eu observo que este tema é negligenciado. É preciso reconhecer e valorizar profissionais de todas as idades, porque todos podem contribuir. Procuramos ter um olhar inclusivo durante os processos de seleção porque acreditamos na diversidade de idades, de experiências e de perspectivas”, afirma a gestora.
Boas práticas – Márcia Peixoto reforça a necessidade de se implantar políticas e práticas que promovam a igualdade em relação às oportunidades de emprego. Nesse contexto, é possível observar a importância da adoção de políticas de recrutamento e cultura organizacional que valorizem e promovam a diversidade etária, com uma nova abordagem de recrutamento baseada em habilidades e experiências, independente da idade. Confira algumas:
1. Eduque-se sobre o etarismo – A primeira etapa para combater o etarismo é entender o que ele é e como se manifesta na sociedade. Conhecer os estereótipos associados aos idosos é fundamental para desafiá-los e rompê-los.
2. Promova a conscientização – Compartilhe informações para educar amigos, familiares e colegas sobre a importância de combater a discriminação baseada na idade.
3. Não utilize linguagem discriminatória – Evite usar linguagem que reforce estereótipos relacionados à idade. Seja consciente da forma como se comunica sobre as pessoas mais velhas. Além disso, não permita que piadas ou comentários preconceituosos em relação aos idosos passem despercebidos. Conscientizar indivíduos com esse tipo de comportamento é mais um passo em direção a uma sociedade mais acolhedora com idosos.
4. Combata a invisibilidade – Valorize as contribuições dos idosos em sua comunidade e sociedade em geral. Sempre que possível, incentive a interação entre gerações para promover a compreensão mútua e a troca de experiências. Também, se abra às amizades intergeracionais, aprendendo com pessoas mais jovens e mais velhas.
5. Incentive a inclusão no local de trabalho – Empresas e empregadores podem desempenhar um papel fundamental na luta contra o etarismo. Se você tem uma empresa ou um cargo executivo/de recursos humanos, promova a diversidade etária no local de trabalho e oportunidades de desenvolvimento para os funcionários mais velhos.

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